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FORA DA COPA DO BRASIL

Operário alega mudança no acordo e não disputa Copa FMF

CEOV entende que foi prejudicado ao perder vaga que conquistaria no Estadual depois de contradições da Federação

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O Operário é mais um time que não disputará a Copa FMF 2026. Depois de arbitral realizado na última sexta-feira (17), o clube entendeu ser inviável a disputa da competição que dará uma vaga à Copa do Brasil.

Diretor de futebol do CEOV, Roberto Moraes afirmou que a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) não cumpriu o acordo que fizeram com os clubes. “O acordo era de realizar o campeonato caso estivesse tudo certo até o final da primeira fase do Campeonato Mato-Grossense, e anunciaram depois disso, sem conversa”, disparou o dirigente.

Quarto colocado no Estadual, o Tricolor teria a vaga para Copa do Brasil, caso a Federação não realizasse outra competição no ano. No entanto, com o retorno da Copa FMF, a equipe deixou de ter o seu lugar na competição nacional, que vai para o campeão do novo torneio. Com isso, apenas Mixto, Luverdense e Sport Sinop têm vaga garantida na Copa do Brasil 2027.

Operário não disputa Copa FMF por desacordos com Federação

Mudança de acordo

A principal reclamação do Operário é de que o acordo feito com os clubes ainda no arbitral do Estadual, no ano passado, não foi cumprido. Na ocasião, a diretoria da Federação – ainda sob comando do presidente Luciano Hocsman – colocou na mesa a possibilidade de reativar a Copa FMF, caso fosse viável. Assim, os dirigentes de equipes presentes acordaram com os diretores da entidade que outra reunião deveria acontecer antes do final da primeira fase do Campeonato Mato-Grossense. Nela, a FMF apresentaria o formato, clubes aptos a disputar e infraestrutura para os times.

Entretanto, a reunião nunca aconteceu, e a nova diretoria – sob a presidência de Diogo Pécora -, apenas anunciou o retorno da competição durante o mata-mata do Mato-grossense. Na época, Operário, Mixto e Luverdense teriam pedido esclarecimentos mas não obtiveram resposta.

FMF realizou arbitral na última sexta-feira com mudanças nas ideias iniciais – Foto: Reprodução

Formato diferente

Outra situação que mudou e ajudou a afastar o Operário foi o limite de idade. Incialmente, a Copa FMF estava prevista para ser um torneio de aspirantes, como já foi várias vezes. Porém, sem conversar com os clubes, a Federação decidiu fazer um campeonato profissional, com a obrigatoriedade de ter cinco atletas sub-23 na súmula de cada time.

“Se fosse um torneio sub-21 ou 23, certamente jogaríamos, mas com o profissional, precisando investir pelo menos R$ 500 mil sem garantia de retorno, não faz sentido disputar”, explicou Roberto Moraes, dirigente do clube.

Por fim, o Chicote ainda reclama do modelo da final. Isso porque esse ano a decisão será em partida única, disputada na Arena Pantanal, diferente do modelo de ida e volta. “Não tem o porquê entrar numa competição que se eu chegar na final não vou poder jogar no meu estádio. Temos que valorizar os que estão sempre no Dito Souza apoiando o time”, encerrou Roberto.

Lado da Federação

Atual presidente da Federação, Diogo Pécora afirmou que seguiu o procedimento previsto pela gestão anterior. “Cumpri estritamente a ata do arbitral que recebi, na qual constava: “caso haja disponibilidade de recursos até o término da Primeira Fase – do Estadual -, a Federação comunicará oficialmente aos clubes e a Copa FMFMT será realizada”, explicou o dirigente.

Na ata citada pelo presidente não constam assinaturas de dirigentes dos clubes, fato confirmado por ele, que ainda afirma ter conformidade das equipes no arbitral da Copa FMF. “Não participei daquele arbitral, então não posso dizer a razão de não terem assinado. Os que são conduzidos por mim, saem com todos assinando, inclusive esse da Copa FMF que deliberamos em conjunto com os clubes e todos assinaram”, finalizou Pécora.

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