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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a defender o decreto que proíbe a aprovação de novos loteamentos com terrenos inferiores a 200 metros quadrados na capital. Em resposta às críticas, afirmou que não permitirá a criação de uma “favelização” promovida pela iniciativa privada e disse que a prioridade da gestão é garantir moradias com qualidade.
Durante entrevista ao SBT Comunidade, Abilio afirmou que considera “imprudente” autorizar empreendimentos com lotes menores e argumentou que o debate deve ser técnico, e não político.
“É imprudente, da nossa parte, aceitar uma favelização, mesmo que seja com a iniciativa privada. Nós temos que tirar as pessoas da favela e não construir favela através da iniciativa privada ou do poder público”, declarou.
O prefeito afirmou que a intenção da prefeitura é incentivar empreendimentos que ofereçam melhores condições de moradia. Segundo ele, habitação vai além de servir como abrigo e deve garantir dignidade aos moradores.
“Eu não posso, como prefeito da cidade, liberar que se construa qualquer coisa. Eu tenho que liberar que se construa dignidade”, disse.
Abilio também rebateu as críticas de que a exigência de lotes maiores dificultaria o acesso à moradia popular. Segundo ele, se a prefeitura reduzisse o tamanho mínimo dos terrenos, também seria alvo de questionamentos.
“Se eu falasse que pode fazer casas de 30 metros quadrados e terrenos de 100 metros quadrados, iam dizer que o prefeito quer piorar a habitação. Agora que eu defendo terrenos de 200 metros quadrados, reclamam que tem que ser menor. Essa discussão não pode ser política, ela tem que ser técnica”, afirmou.
Para reforçar o argumento, o prefeito citou ocupações irregulares existentes em Cuiabá, como a região do Contorno Leste, onde, segundo ele, os lotes costumam medir 10 por 20 metros, o mínimo necessário em áreas ocupadas irregularmente. Abilio defendeu que novos loteamentos aprovados pelo município sigam padrões urbanísticos que garantam qualidade de vida e infraestrutura adequada aos futuros moradores.