Uma noite de intensa tensão mobilizou profissionais da saúde, segurança patrimonial e a Polícia Militar na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Rondolândia neste sábado (18/07). Uma mulher de 37 anos invadiu o local armada com um cano e uma faca, agrediu o guarda patrimonial, arrastou o próprio filho ferido para fora do atendimento médico e acabou sendo contida pela PM com o uso de uma pistola de choque elétrico (Taser).
A confusão teve início por volta das 20h, quando dois motociclistas envolvidos em um acidente de trânsito deram entrada na UBS para receber socorro médico. Pouco depois, a mãe de um dos feridos chegou ao local visivelmente alterada e armada, tentando forçar a entrada na unidade contra a orientação dos funcionários.
Conforme relatos do guarda patrimonial, de enfermeiros e do médico de plantão, a mulher ignorou os alertas de segurança e invadiu o posto de saúde. Ao tentar impedir o acesso para resguardar a equipe médica e os pacientes, o vigilante acabou agredido com um golpe de cano na região do abdômen.
Descontrolada, a suspeita caminhou até a sala onde seu filho recebia os primeiros socorros em razão do acidente de trânsito, interrompeu bruscamente os cuidados médicos e retirou o jovem à força do local, desferindo golpes com o cano nas costas do próprio filho enquanto o arrastava para o exterior da unidade.
A guarnição da Polícia Militar foi acionada via WhatsApp pela equipe da UBS e deslocou-se imediatamente até o local. Na área externa, os policiais encontraram a mulher ainda empunhando o cano e bastante agressiva.
Mesmo após repetidas ordens verbais para que largasse o objeto e se submetesse à abordagem, a suspeita recusou-se a obedecer, passou a desacatar os policiais em alta voz e adotou postura hostil e de resistência.
Para conter a agressividade, preservar a integridade física de populares, dos profissionais e da própria suspeita, os policiais militares fizeram o uso progressivo da força com o emprego de dispositivo elétrico incapacitante (pistola Taser). A descarga elétrica cessou a resistência imediatamente, permitindo que a mulher fosse imobilizada e detida.
O caso foi registrado como Lesão Corporal, Desacato e Desobediência (todos consumados) e encaminhado à Polícia Civil para as providências legais cabíveis.