O dentista Luiz Evaristo Ricci Volpato, alvo da Operação Apolônia, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para apurar a aplicação de R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia (CFO) em uma empresa privada. O investigado ocupa uma cadeira como membro titular do Conselho Fiscal do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCanMT).
Servidor efetivo da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Volpato está cedido ao hospital até 31 de julho de 2027, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.
A investigação da PF apura a aplicação dos recursos do CFO na Solstic Capital Investimentos e Participações Ltda. Segundo a apuração, a empresa não possuía autorização do Banco Central ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.
Volpato exercia a função de tesoureiro do Conselho Federal de Odontologia entre 2021 e 2024, período em que a operação financeira investigada teria ocorrido. Ele chegou a ser reconduzido ao cargo para o triênio 2024-2027, mas não chegou a assumir a função.
Até o momento, não foram divulgados detalhes que indiquem qual teria sido a participação direta do dentista nas supostas irregularidades. A investigação deve avançar para esclarecer a responsabilidade dos envolvidos e o destino dos valores aplicados.
Operação
A Operação Apolônia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços de Mato Grosso e São Paulo. As ordens foram autorizadas pela 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal.
Durante a ação, os investigadores localizaram cerca de R$ 300 mil em dinheiro vivo, além de veículos. Também foi determinado o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas bancárias e bens relacionados aos investigados e às empresas envolvidas.
No imóvel de Volpato, a PF apreendeu um celular e um computador.