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O candidato ao Senado por Mato Grosso Carlos Fávaro (PSD) rebateu, durante entrevista ao Jornal da Capital nesta sexta-feira (18), a acusação de que teria “mudado de lado” politicamente ao deixar de apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Questionado sobre ser um candidato de direita, centro ou esquerda, Fávaro afirmou que se considera de centro por integrar o PSD e argumentou que nunca recebeu apoio eleitoral de Bolsonaro nas disputas anteriores ao Senado.
“Como pode trair quem nunca te apoiou?”, questionou o candidato.
Fávaro relembrou a eleição de 2018, quando disputou uma vaga no Senado e, segundo ele, Bolsonaro apoiou a então juíza Selma Arruda. Na eleição suplementar de 2020, realizada após a cassação de Selma, o ex-presidente declarou apoio à Coronel Fernanda, enquanto Fávaro venceu a disputa e conquistou a cadeira no Senado.
O candidato também afirmou que, apesar de ter votado contra o governo em algumas ocasiões, adotou uma postura de apoio a medidas que considerava necessárias para a população, especialmente durante a pandemia.
“Eu não sou um parlamentar radical. Eu faço parte do PSD, um partido de centro que ajuda a dar governabilidade”, afirmou.
Ao falar sobre a eleição deste ano, Fávaro declarou abertamente apoio à candidatura de Lula à Presidência da República e justificou a posição pela relação política construída durante o período em que foi ministro da Agricultura no governo petista.
“Eu tenho o meu candidato, eu apoio o presidente Lula. Eu fui ministro do presidente Lula. Por óbvio, eu estou apoiando ele”, disse.
Fávaro também afirmou que, caso outro candidato vença a eleição presidencial, pretende manter uma postura de diálogo caso seja eleito senador.
“Se for outro que vencer, e eu for senador, pode ter certeza, eu vou estar trabalhando a favor do Brasil”, declarou.
A aproximação de Fávaro com Lula e sua atuação junto ao atual governo têm sido tema recorrente no debate eleitoral em Mato Grosso. O senador tem defendido sua atuação como uma posição de centro e já rebateu anteriormente acusações de incoerência política e de “traição” ao eleitorado conservador.