
Reprodução
A candidata ao Senado por Mato Grosso, Janaina Riva (MDB), afirmou nesta quarta-feira (16), durante entrevista ao Jornal da Capital, que não acredita que a nova composição de sua chapa possa prejudicar sua candidatura. As vagas de suplência passaram recentemente por mudanças, com a definição de Danilo Trento e Rafael Torres para ocupar a primeira e a segunda suplência, respectivamente.
A mudança gerou questionamentos devido ao histórico de investigações envolvendo Trento e à citação de uma empresa ligada a Torres na Operação Heritage, da Polícia Federal. No caso de Torres, informações publicadas apontam que ele é sócio da empresa Coliseu Investimentos, citada nas apurações, mas não o apontam pessoalmente como investigado na operação.
Diante das críticas, Janaina afirmou que trata a situação com tranquilidade e que sua candidatura deve ser analisada de forma independente.
“Eu sou a cabeça de chapa. Eu tomo conta do meu mandato. Eu sou a senadora. Já mostrei para Mato Grosso que eu sou uma mulher independente, corajosa e de força para enfrentar todo o sistema. Então, para mim, as críticas são naturais”, declarou.
Janaina também citou a homologação de sua candidatura pela Justiça Eleitoral e afirmou não haver impedimento relacionado à composição da chapa.
“A nossa candidatura foi homologada pela Justiça, não tem absolutamente nenhum problema com a nossa chapa e nós vamos agora caminhar para ganhar essas eleições”, afirmou.
Escolha partiu do MDB
Questionada sobre como ocorreu a escolha dos dois novos suplentes, Janaina afirmou que a definição foi feita pelo MDB de Mato Grosso e não exclusivamente por ela.
“A decisão foi do nosso partido, do MDB. E eu repito aqui: nós estamos com candidatura homologada. A Justiça não fez nenhuma ponderação sobre qualquer problema da nossa chapa. Então eu estou tranquila com isso, pronta para ganhar as eleições”, disse.
Segundo a candidata, a decisão foi construída internamente pela legenda e contou com a participação dos deputados do partido.
“Uma decisão nossa, do MDB aqui, estadual. Então, sempre que a gente toma uma decisão aqui, no nosso partido, nós sentamos à mesa para conversar. Conversamos com os nossos deputados e as indicações foram respaldadas por todos”, explicou.
Impacto na imagem
Durante a entrevista, a candidata também foi questionada se a escolha dos novos suplentes poderia atingir sua imagem, principalmente diante de sua atuação política e de seu discurso relacionado ao combate à corrupção.
Janaina negou que a composição possa prejudicá-la e afirmou que possui uma trajetória própria.
“Não acredito que isso possa arranhar a minha imagem. Eu tenho serviço prestado, eu tenho mandato ilibado, ninguém tem nada para falar sobre mim”, declarou.
Ela ainda afirmou que, na avaliação dela, os ataques políticos acabam sendo direcionados a pessoas próximas justamente por não haver questionamentos sobre sua própria atuação.
“Tanto é que usam terceiros sempre para me agredir. Usam família, agora são suplentes, aí é o pai, é o irmão, é não sei quem. Toda hora usam alguém porque não tem nada para falar sobre mim”, afirmou.
Mandato de oito anos
Janaina também foi questionada sobre a possibilidade de um dos suplentes assumir seu lugar no Senado caso ela seja eleita e, futuramente, deixe o cargo, considerando os questionamentos envolvendo os nomes escolhidos para a suplência.
“Porque o mandato é meu. Eu estarei como senadora. Eu não tenho preocupação com isso, porque são também empresários que são de Mato Grosso. Eu tenho certeza que compartilham do amor por essa terra, como eu tenho amor por essa terra também”, declarou.
Ao final, reforçou que pretende permanecer no cargo durante todo o período para o qual pretende ser eleita.
“Eu não pretendo sair do meu mandato. Eu quero ser senadora por Mato Grosso por oito anos para bem representar o povo mato-grossense”, afirmou.