O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) rebateu nesta quinta-feira (24), durante entrevista coletiva em Cuiabá, as acusações de misoginia feitas pela candidata do Democracia Cristã (DC), Clariana Barão. A advogada mato-grossense afirma que o presidenciável teria desmerecido sua candidatura durante uma conversa com o presidente nacional do partido, João Caldas da Silva.
Segundo Clariana, Cury teria questionado o lançamento de sua candidatura e utilizado o termo “advogadinha que ninguém conhece”. Ela também afirmou que o presidenciável teria defendido a escolha de um homem para a disputa e argumentado que possuía mais tempo de televisão para uma eventual composição entre os partidos.
Questionado sobre o episódio durante a passagem por Cuiabá, Cury confirmou que conversou com João Caldas, mas negou que a intenção tenha sido desqualificar Clariana ou adotar uma postura misógina.
O presidenciável afirmou que a conversa estava relacionada às articulações políticas envolvendo o ex-ministro Aldo Rebelo e o Democracia Cristã. Cury disse ter defendido uma aproximação entre Caldas e Rebelo como forma de reduzir conflitos dentro da legenda.
Ao explicar sua atuação nas negociações, Cury afirmou que sua intenção era contribuir para a pacificação política e criticou o ambiente de polarização entre bolsonarismo e lulismo.“Precisamos compreender que estamos todos no mesmo barco, como uma única nação”, afirmou.
Cury também disse que sugeriu a João Caldas que recebesse Aldo Rebelo e o integrasse ao partido. Segundo o candidato, a intenção era evitar novos conflitos e construir uma composição política.
O presidenciável também mencionou o episódio envolvendo sua participação em um debate recente. Ele reconheceu que, ao citar as mulheres que disputam a Presidência, mencionou apenas Samara Martins (UP) e acabou deixando Clariana de fora.
Cury afirmou que a ausência foi um lapso e disse que posteriormente passou a defender publicamente que as candidatas mulheres sejam ouvidas. O candidato citou Clariana e Samara e afirmou que ambas deveriam ter espaço para apresentar suas propostas. “Sou um defensor da paz. O Brasil tem cura e podemos transformar este país”, declarou.