Em entrevista exclusiva ao Capital Notícia, o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), falou sobre a política dos Estados Unidos de tratar facções criminosas como organizações terroristas. Na manhã desta quinta-feira (24), Pivetta declarou ser favorável à medida e defendeu que o Brasil aceite a ajuda norte-americana no combate ao crime organizado.
O principal assunto discutido durante a entrevista foi a segurança pública. Para Pivetta, o Brasil deveria aproveitar a iniciativa dos Estados Unidos em vez de negar a existência de problemas relacionados à atuação das facções criminosas.
“Devemos aproveitar a oportunidade ao invés de dizer que não temos problemas, assumir esse problema que o País não está conseguindo resolver. Aceitar, sim, a ajuda dos Estados Unidos para combater o crime organizado”, declarou.
Outro ponto abordado pelo candidato foi a migração de criminosos entre os estados brasileiros. Pivetta citou uma declaração do candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) para explicar que o enfrentamento ao crime organizado precisa ser tratado como uma política nacional, e não apenas estadual.
“O policiamento mais forte aqui espanta os criminosos para outro estado, que muitas vezes não dá conta. Em Goiás, por exemplo, é dito que ‘ou o bandido muda de profissão ou muda de estado’. Eles mudam de estado porque o Brasil não tem uma política pública de combate ao crime de maneira homogênea.”
Ao tratar especificamente de Mato Grosso, Pivetta destacou a extensão da fronteira com a Bolívia e defendeu uma atuação maior do Governo Federal na região. Segundo ele, o efetivo estadual não é suficiente para fiscalizar toda a área de divisa.
“Cuidar da nossa fronteira com a Bolívia, são 900 km que é um balcão de negócios do crime. O Governo Federal não tem participação nenhuma. Nós estamos lá com o nosso Gefron, que é uma corporação valente, mas não consegue dar conta de tudo.”