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'NUNCA PLANTOU UMA HORTA'

Cury detona Flávio e Lula e prega fim do bolsonarismo e lulismo

Em coletiva nesta quinta-feira (24), candidato à Presidência diz que Mato Grosso precisa migrar e critica adoração a líderes nas redes sociais

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Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (24) em Cuiabá, o candidato à Presidência da República Augusto Cury fez duras críticas a Flávio Bolsonaro e ao presidente Lula. Cury afirmou que o eleitor de Mato Grosso deve deixar Flávio Bolsonaro, alegando que ele não tem vivência com os principais setores do estado.

“O eleitor de Mato Grosso deve deixar Flávio Bolsonaro? Porque Flávio nunca plantou uma horta, não entende agricultura. Flávio nunca montou uma empresa digna, substancial, e não entende do comércio. O Flávio Bolsonaro nunca precisou enfrentar uma fila do SUS, porque não tem experiência nem como médico e não tem experiência porque desde os 22 anos de idade ele recebe dinheiro do serviço público”, disparou.

Ao defender sua ligação com o agronegócio, Cury citou sua própria história de superação, dizendo que morou em 8 pessoas em um único quarto, e destacou a força do estado.

“Portanto, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e também todo o Centro-Oeste deve mudar porque eles valorizaram a agricultura de palavra. Eles valorizaram vocês de palavra. Olha, 31% vocês produzem de grãos do Brasil, apenas no estado. Isso é uma revolução”, afirmou. Ele lembrou ainda que já deu várias palestras em Cuiabá, Sorriso e Sinop e que conhece a grandeza da região.

O candidato também atacou a polarização política no país e o que chamou de “era dos insta”.

“Mato Grosso tem de migrar, tem de entender que todo insta sequestrou a sua capacidade de criticar o seu líder. Os bolsonaristas não criticam e impedem dele se reinventar e crescer diante dos seus próprios erros. Lula da Silva também. O lulismo, a mesma coisa. O insta impede, acaba endeusando Lula e não critica e impede ele de evoluir”, disse.

Para Cury, é preciso superar a divisão entre as duas famílias políticas.

“Portanto, nós temos que terminar a era dos insta. Temos que terminar a era do bolsonarismo e do lulismo. Temos que ter a era da sociedade brasileira, 210 milhões de brasileiros que têm de estar no protagonismo, e não duas famílias”, finalizou.

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