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CÂMARA DE CUIABÁ

Ranalli diz que Câmara não pode transformar discussão da LDO em “palanque eleitoral”

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O vereador Rafael Ranalli (PL) defendeu o adiamento da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 e afirmou que a discussão da matéria poderia acabar sendo utilizada como “palanque eleitoral” em meio à disputa política que antecede as eleições de 2026. Para o parlamentar, o atual ambiente na Câmara de Cuiabá não é favorável à análise de uma pauta de tamanha relevância para o município.

Ranalli afirmou que concorda com a decisão do prefeito Abilio Brunini (PL) de deixar para depois das eleições o avanço da discussão da LDO. Segundo ele, a Casa de Leis vive atualmente um cenário de forte articulação política em torno da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, além da movimentação dos próprios vereadores e de seus grupos políticos para o pleito geral deste ano.

“Não é o momento”, avaliou o vereador, ao citar que o ambiente político poderia contaminar o debate sobre a peça orçamentária. Na avaliação de Ranalli, o adiamento permitiria que a matéria fosse discutida em um momento de maior tranquilidade, evitando que vereadores utilizem a LDO como instrumento de confronto com a administração municipal.

A LDO chegou a ser rejeitada anteriormente por falta de quórum. A proposta recebeu 12 votos favoráveis, dois a menos do que o necessário para sua aprovação. O episódio foi interpretado pelo prefeito como reflexo da polarização política dentro do Legislativo.

Para Ranalli, a decisão de aguardar a eleição não representa prejuízo para Cuiabá, já que, segundo ele, ainda há tempo para retomar a discussão. O vereador também avalia que o adiamento pode reduzir a possibilidade de a matéria ser transformada em instrumento de disputa eleitoral.

“O outro lado também tem essa celeuma”, afirmou, ao mencionar o ambiente de disputa política que antecede o início oficial da campanha. Na visão do parlamentar, o debate da LDO precisa ocorrer sem que interesses eleitorais se sobreponham à discussão do orçamento municipal.

Apesar de reconhecer o esvaziamento político da Câmara nas últimas semanas, Ranalli ponderou que os projetos continuam tramitando normalmente. Ele citou, como exemplo, a decisão do Legislativo de concentrar as sessões de terça e quinta-feira em uma única sessão às terças-feiras, medida que, segundo ele, permite aos parlamentares utilizar a quinta-feira para atividades políticas.

“Esse esvaziamento a gente já sente umas duas, três semanas”, afirmou. Para o vereador, o momento é marcado pela predominância das articulações eleitorais sobre os debates cotidianos do Legislativo.

Ranalli também comentou a movimentação dentro do PL em torno da escolha do candidato a vice na chapa majoritária. O vereador afirmou que as tratativas estão sob responsabilidade do senador Wellington Fagundes e citou nomes que aparecem nos bastidores, entre eles Reinaldo Morais e Rosana Martinelli, além de Farina, que atualmente ocupa a posição.

Sobre uma eventual escolha de Reinaldo Morais, Ranalli declarou apoio ao nome e destacou sua proximidade política com o empresário, além de classificá-lo como um “bolsonarista raiz”. Rosana Martinelli também foi mencionada pelo vereador como uma possibilidade dentro das articulações.

Na avaliação de Ranalli, as mudanças e indefinições nas chapas não devem provocar grande impacto entre os eleitores neste momento. Para ele, a definição do cenário eleitoral ocorrerá mais próxima da votação, especialmente nas últimas semanas de campanha.

O vereador também citou a instabilidade enfrentada por grupos adversários, em meio a investigações e operações policiais envolvendo candidatos, e classificou as movimentações como parte do jogo político de Mato Grosso.

 

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