
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil, elevou o tom do embate político pela sucessão da Mesa Diretora e afirmou que enfrenta resistência de vereadores que tentam impedir sua candidatura à reeleição. Em entrevista nesta quinta-feira (21), a parlamentar disse que trava uma “luta” para garantir o direito de disputar novamente o comando do Legislativo cuiabano.
A eleição da Mesa Diretora está marcada para o dia 25 de agosto e, além de Paula, também articulam apoio os vereadores Ilde Taques e Dilemário Alencar. Pelo atual Regimento Interno da Câmara, a reeleição dentro da mesma legislatura é proibida, e qualquer mudança depende do apoio de pelo menos 18 vereadores.
Durante a entrevista, Paula afirmou que a alteração do regimento não garante automaticamente sua permanência no cargo, mas apenas abre espaço para uma nova disputa democrática.
“Quando você aprova uma alteração do regimento, você não está criando a nova Mesa Diretora. É apenas a oportunidade de disputar de igual para igual com os demais vereadores”, declarou.
A presidente também rebateu críticas de adversários políticos que alegam que a mudança nas regras deveria ter sido feita com antecedência mínima de um ano antes da eleição. Sem citar nomes diretamente, Paula classificou as críticas como “narrativas” para desgastar sua gestão.
Segundo ela, se tivesse proposto a mudança logo ao assumir a presidência da Câmara, seria acusada de “sede de poder”. Agora, porém, afirma estar sendo alvo de tentativas de “cerceamento” político.
“Por que agora eles estão cerceando um direito democrático legal de que eu possa concorrer à reeleição?”, questionou.
A chefe do Legislativo municipal ainda negou que recentes mudanças administrativas e exonerações dentro da Câmara tenham motivação política. De acordo com Paula, as alterações fazem parte da autonomia de qualquer gestão pública e seguem critérios técnicos e de confiança.
“Reorganizações administrativas fazem parte de qualquer gestão. O gestor tem autonomia para montar sua equipe com base na capacidade técnica e na confiabilidade”, afirmou.