Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

CASO RAQUEL CATTANI

Mãe defende pena máxima para assassinos da filha

Publicado em

A mãe de Raquel Cattani, Sandra Cattani, defendeu a aplicação da pena máxima aos acusados pela morte da filha durante depoimento no Tribunal do Júri realizado nesta quinta-feira (22), em Nova Mutum, a 264 km de Cuiabá. Emocionada, ela afirmou que nenhuma condenação será capaz de reparar a perda, mas destacou que a punição mais severa possível é a única forma de minimizar o sentimento de injustiça vivido pela família desde o crime.

A sessão ocorre no plenário do Fórum da Comarca e teve início às 8h, sob a presidência da juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski. Romero, ex-marido da vítima, responde como autor intelectual do crime, enquanto Rodrigo é acusado de ter executado o homicídio. A decisão caberá ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados.

Em depoimento emocionado, Sandra relatou os momentos de desespero na manhã do crime, ao estranhar a ausência da filha, que não apareceu como fazia diariamente. Ao entrar na residência, encontrou Raquel caída no chão. Inicialmente, pensou que a filha tivesse passado mal, mas, ao tentar socorrê-la, percebeu que o corpo já estava gelado e rígido, confirmando a morte.

A mãe também descreveu o dia anterior ao assassinato e afirmou que Raquel e Romero estavam separados de fato havia cerca de 30 dias, apesar de ainda casados no papel. Segundo ela, a filha estava decidida a não retomar o relacionamento, após um histórico de idas e vindas. Mesmo assim, o contato continuava por causa dos filhos.

Sandra contou que, no dia anterior ao crime, Romero buscou as crianças para passarem a noite na casa da avó, pois no dia seguinte seria o aniversário de um dos filhos. Durante um almoço em família, Raquel evitou tirar fotos ao lado do ex-companheiro, demonstrando o distanciamento entre eles. A mãe relatou ainda que Romero chorou ao se despedir, fato que chamou a atenção da família.

Em outro trecho do depoimento, Sandra afirmou que Romero tinha acesso ao celular de Raquel sem autorização e chegou a expor conversas privadas da vítima a terceiros. Segundo ela, o comportamento era invasivo e controlador, o que reforça, na avaliação da família, o contexto de violência psicológica vivido por Raquel antes do crime.

Questionada pelo Ministério Público sobre a situação dos netos, Sandra relatou que as crianças estão sob os cuidados da família e sabem que a mãe morreu. Emocionada, afirmou que os filhos sentem falta de Raquel diariamente, pedem para ver fotos e vídeos e mantêm viva a memória da mãe. “Ela faz muita falta”, disse.

Ao final do depoimento, a mãe afirmou esperar que a Justiça seja feita. “O mínimo que espero é que sejam condenados e peguem a pena máxima, mas isso não vai trazer ela de volta”, declarou, acrescentando que a maior dor é ver os filhos crescendo sem a presença da mãe.

Raquel Cattani foi assassinada a facadas dentro da própria casa, na zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rodrigo Xavier Mengarde ficou escondido na residência, aguardou a chegada da vítima e a atacou com diversos golpes de faca. Já Romero Xavier Mengarde é acusado de ter planejado o crime.

O julgamento segue com a oitiva de testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos réus, antes dos debates entre as partes e da votação secreta dos jurados, que definirão o desfecho do caso.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

POLÍCIA

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI