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JULGAMENTO DOS IRMÃOS MENGARDE

Mãe de Raquel Cattani se emociona e diz esperar que a Justiça seja feita: “Eu creio”

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Fotos: Alair Ribeiro/TJMT

A mãe de Raquel Cattani, Sandra Maziero Cattani, se emocionou ao prestar depoimento na manhã desta quinta-feira (22), no Fórum da Comarca de Nova Mutum. Ela foi a terceira a ser ouvida no julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados de envolvimento direto no feminicídio da jovem de 26 anos.
Visivelmente abalada, Sandra relembrou o convívio com o ex-genro e afirmou que, apesar do afastamento posterior, a família tinha apreço por Romero.

“Meu filho mais velho tinha até ciúmes. Ele era meu quarto filho. Nós amava o Romero.”, disse.

Ao ser questionada pela promotora de Justiça Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes sobre o que esperava do julgamento, Sandra fez um apelo carregado de emoção. “Eu espero que Deus amenize essa nossa dor. Raquel faz muita falta. Corta nosso coração quando as crianças pedem dela. Eu sei que vai ser feita Justiça. Eu creio.”

A primeira testemunha do dia, o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri, responsável pela investigação, detalhou a postura de Romero no local do crime, em 19 de julho de 2024. “Ele não demonstrava nenhum sentimento, nenhuma emoção. Nem felicidade, nem tristeza. Essa indiferença chamou atenção.”

O delegado Edmundo Félix de Barros Filho também foi ouvido e confirmou que Raquel já havia relatado medo do ex-marido. De acordo com ele, a vítima desabafou com vizinhas e amigas, dizendo: “Um dia o Romero já vai me matar.”
O delegado acrescentou que comportamentos de perseguição eram comuns, inclusive deslocamentos do réu até Cuiabá para monitorar onde e com quem Raquel estava.

O crime
Raquel Cattani foi encontrada morta dentro de sua residência, no Assentamento Pontal do Marape, na manhã de 19 de julho de 2024. Conforme a Polícia Civil, o corpo apresentava múltiplas lesões provocadas por arma branca, evidenciando a brutalidade do crime.
As investigações duraram seis dias, período no qual cerca de 150 pessoas foram ouvidas, entre amigos, familiares, vizinhos e moradores da comunidade.

O julgamento
O Tribunal do Júri é presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara Criminal de Nova Mutum. O Conselho de Sentença é composto por sete jurados, conforme prevê o Código de Processo Penal.

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