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CASO THIAGO RUIZ

Júri de investigador acusado de matar PM continua nesta terça

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O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz em uma conveniência de Cuiabá, prossegue nesta terça-feira (16), após um intenso primeiro dia de oitiva no Tribunal do Júri. O crime aconteceu em abril de 2023, e o réu responde por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O julgamento, conduzido pela juíza Mônica Cataria Peri Siqueira, teve início por volta das 13h42 no Fórum de Cuiabá, nessa segunda-feira (15). Durante a fase de instrução, sete jurados foram sorteados para decidir a culpa ou inocência do réu, e diversas testemunhas foram ouvidas. A primeira delas, Walfredo Raimundo, investigador da Polícia Civil, revelou detalhes sobre os momentos anteriores e posteriores ao crime.

Walfredo relatou que Mário parecia alterado e que tentou separar a briga entre o réu e Thiago antes do disparo. Em depoimento emocionado, ele afirmou que Thiago morreu em seus braços e descreveu a cena do crime, afirmando que Mário disparou cerca de 16 tiros na vítima, que, segundo ele, estava tentando fugir da situação.

Outro ponto de destaque foi o depoimento de Gilson Tibaldi, advogado e amigo de Mário, que estava presente na conveniência. Ele contou que a discussão entre os dois policiais começou após Mário perceber que Thiago estava armado. Gilson também relatou que Mário retirou a arma de Thiago e sugeriu chamar a Polícia Militar, o que gerou uma luta corporal entre os dois antes dos disparos.

A defesa do réu, por sua vez, questionou as testemunhas sobre a veracidade de seus relatos e tentou explorar a possibilidade de Thiago estar portando uma arma irregular. A defesa também levantou a hipótese de que a ação de Mário tenha sido uma reação legítima de defesa pessoal, considerando a luta corporal e o risco de perda de sua própria arma.

Hoje, o júri continua com mais depoimentos e a expectativa é de que as testemunhas restantes tragam novos elementos sobre os acontecimentos da madrugada do crime. O julgamento, que se estenderá por mais alguns dias, promete ser marcado por intensas discussões entre acusação e defesa, especialmente sobre as circunstâncias que levaram à morte de Thiago Ruiz.

O caso tem ganhado grande repercussão em Mato Grosso, principalmente por envolver membros das forças de segurança pública. A audiência segue sob forte tensão no Fórum de Cuiabá, onde as famílias de ambos os envolvidos aguardam o desfecho do julgamento que promete ser um marco para a cidade.

O processo segue e o veredito final deverá ser decidido pelos jurados nos próximos dias.

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