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CASO GLEICI

Família de acusado registra B.O. contra advogado por divulgação de vídeos

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A família do engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson registrou boletim de ocorrência contra o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa os familiares de Gleici Keli Geraldo, assassinada pelo marido em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde. O B.O. foi registrado no domingo (6) por um dos irmãos de Daniel, que se apresenta como curador do acusado.

Segundo a ocorrência, o advogado divulgou nas redes sociais um vídeo de câmeras de segurança da casa com imagens do dia do crime, mostrando a movimentação na residência e momentos envolvendo Daniel, a filha do casal e outros familiares.

A família alega que a publicação pode violar o segredo de Justiça do processo e causar exposição indevida dos envolvidos. Por isso, pede a retirada das gravações e a apuração de possíveis responsabilidades nas esferas cível e criminal.

Após tomar conhecimento do registro policial, o advogado ironizou a iniciativa e afirmou que pretende divulgar novas imagens. Pouso sustenta que as gravações não estão sob sigilo e não fazem parte do processo que tramita na Justiça.”Esse vídeo não está relacionado com processo nenhum. Esse vídeo não tem sigilo. Esse vídeo é de propriedade, inclusive, das filhas da vítima”, afirmou.

O advogado também disse que pretende utilizar as imagens durante o Tribunal do Júri.”Eu vou juntar esses vídeos para serem usados lá no Tribunal do Júri”, declarou.

O crime

Gleici foi morta em 24 de junho de 2025, dentro da residência onde morava com Daniel e as duas filhas. Ela foi atacada enquanto dormia.

A filha de 7 anos também foi atingida e precisou passar 22 dias na UTI. Após deixar o hospital, passou a viver sob os cuidados da irmã mais velha, Caroline Fernandes.

Depois do ataque, Daniel tentou tirar a própria vida. Ele foi socorrido, recebeu atendimento médico e posteriormente transferido para o Centro de Ressocialização de Sorriso, onde permanece preso preventivamente.

A defesa sustenta que o acusado apresentava problemas psiquiátricos e não tinha plena capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos no momento do crime. Com a realização de um novo exame por três peritos, caberá à Justiça decidir sobre a condição mental de Daniel e o prosseguimento do processo.

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