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JUDICIÁRIO

Desembargadora do TRT-MT relata racismo em supermercado de Cuiabá

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A desembargadora federal Adenir Alves da Silva Carruesco relatou ter sofrido um episódio de racismo estrutural durante compras em um supermercado de Cuiabá, no último domingo (17).

Em vídeo publicado nas redes sociais, a magistrada contou que foi abordada por uma mulher que insistia em pedir informações sobre produtos e setores do estabelecimento, acreditando que ela fosse funcionária do local.

“Para ela, era lógico que eu trabalhava ali e que eu estava ali para servi-la”, afirmou.

Segundo Adenir, a situação reflete uma lógica social enraizada no Brasil. “O lugar natural do preto é o serviço. Preto não pode ocupar espaços de poder”, declarou.

A desembargadora também destacou a dificuldade da sociedade em reconhecer pessoas negras em cargos de autoridade. “Sem a toga, sou apenas mais um corpo preto que a razão brasileira insiste em enxergar como serviçal”, disse.

Ao final do relato, a magistrada afirmou que o problema vai além da atitude individual da mulher e está ligado ao racismo estrutural reproduzido na sociedade.

No Brasil, práticas discriminatórias motivadas por raça são punidas pela Lei nº 7.716/1989, que prevê pena de reclusão e multa para crimes de racismo.

 

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