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O deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso, José Medeiros (PL), afirmou nesta quinta-feira (24) que não pretende pedir desculpas pela declaração em que disse que seu eleitor “ora para alienígena e bebe detergente”. Em vídeo publicado após a repercussão do áudio, o parlamentar classificou a fala como uma piada e afirmou que não vai recuar diante das críticas.
“Eu não vou nem pedir desculpa pelo que eu falei, porque se tem uma coisa que nós bolsonaristas também não fazemos é arregar”, declarou Medeiros.
O deputado reconheceu ter feito a afirmação, mas disse que o áudio divulgado foi editado e retirado de contexto. Segundo ele, a frase faz referência a uma piada antiga.
“A pergunta que é preciso ser feita não é se eu disse ou se eu não disse. Eu disse e sou homem para reconhecer, porque essa piada é antiga e muita gente já ouviu”, afirmou.
Medeiros também se dirigiu aos eleitores que ficaram incomodados com a declaração e disse que a repercussão estaria sendo explorada por adversários para prejudicar sua candidatura ao Senado.
“Se você ficou chateado com o áudio editado que saiu por aí, é porque não me conhece”, disse.
Na sequência, o candidato afirmou que abandonar seu apoio por causa da declaração seria cair em uma estratégia de seus adversários. Ele também defendeu que os eleitores avaliem sua trajetória e reforçou que costuma fazer piadas durante suas falas.
“Se você me conhece, sabe mesmo que eu faço piada o tempo todo”, declarou.
No fim do vídeo, Medeiros colocou um frasco de detergente sobre a mesa e retomou a provocação: “O detergente que a gente bebe é Ypê”.
Áudio vazado
A polêmica começou após o vazamento de áudios de uma conversa entre Medeiros e Chico Mendes (União), prefeito de Diamantino e irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em uma das gravações, divulgada na terça-feira (22), Medeiros afirma que seu eleitor é aquele que “ora para alienígena e bebe detergente”. A fala gerou repercussão entre apoiadores e adversários do parlamentar.
Em outro áudio, divulgado anteriormente, Medeiros afirma que orientou sua equipe de marketing a retirar referências ao STF de seus materiais de campanha. O deputado diz diferenciar críticas a ministros da instituição.
Após a divulgação das gravações, Medeiros atribuiu o vazamento ao ministro Gilmar Mendes e afirmou que pretende pedir uma investigação sobre o magistrado. Segundo o parlamentar, Chico Mendes teria intermediado uma audiência com o ministro após ele receber informações sobre uma possível operação policial contra sua residência.