Candidata ao Senado por Mato Grosso, Margareth Buzetti defendeu, em entrevista ao site Capital Notícia, nesta terça-feira (8), uma reforma administrativa no governo federal como alternativa para ampliar os investimentos em áreas como saúde, educação e segurança sem a necessidade de aumentar impostos.
Buzetti afirmou que é contrária ao aumento da carga tributária e sustentou que o governo precisa reduzir despesas e melhorar a aplicação dos recursos públicos.
«“Ele tem que gastar menos e gastar bem. Ele gasta demais. O governo hoje não tem responsabilidade fiscal em nada”, afirmou.»
Segundo a candidata, o caminho seria reduzir o número de ministérios, enxugar a estrutura da administração pública e buscar maior eficiência na utilização do orçamento.
“Reforma administrativa, ele tem que diminuir os gastos dele, diminuir ministérios, ter mais eficiência. Hoje tudo é gasto, tudo é gasto”, declarou.
Durante a entrevista, Buzetti também questionou a existência de algumas pastas do governo federal e citou especificamente o Ministério das Mulheres. Na avaliação dela, a estrutura não estaria utilizando de forma eficiente os recursos destinados às políticas de proteção feminina.
“Ministério das Mulheres mesmo eu não sei para que que existe, porque nem gastar o recurso que foi alocado (…) eles conseguiram gastar”, afirmou.
A candidata também criticou a estratégia adotada pelo governo federal no combate ao feminicídio. Para Buzetti, além de medidas institucionais, o governo deveria investir em campanhas de conscientização para informar a população sobre as punições previstas na legislação.
“Em vez de pacto contra o feminicídio, ele devia fazer campanha e dizer a lei. A lei hoje é 40 anos se você matar uma mulher, que as pessoas não sabem”, disse.
Contra aumento de impostos e de deputados
Buzetti também reafirmou o posicionamento contrário ao aumento de impostos e lembrou que votou contra a ampliação do número de deputados federais.
Segundo ela, a mudança aprovada pelo Congresso aumentou em duas cadeiras a bancada de Mato Grosso, enquanto outros estados perderam representação.
“Eu fui contra aumentar o número de deputados, eu queria que fosse redimensionado. Nós, por exemplo, o estado de Mato Grosso aumentou dois deputados, o Piauí perdeu dois”, afirmou.
Para a candidata, a ampliação do número de parlamentares representa aumento de despesas para os cofres públicos.
“Você precisa fazer esses cálculos, porque senão você iria aumentar mais o custo no Congresso Nacional e quem paga somos todos nós”, declarou.
Buzetti defendeu que o governo federal priorize a revisão de gastos e a eficiência administrativa antes de buscar novas receitas por meio do aumento de impostos.
A candidata disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado nas eleições de 2026.