O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) defendeu que Moraes preste esclarecimentos públicos sobre os fatos apontados na investigação. Segundo Fávaro, o ministro tem direito à defesa, mas também deve explicações à sociedade.
“Ele tem direito à defesa, mas a sociedade também tem direito à verdade”, afirmou o senador. Fávaro acrescentou que, caso não haja esclarecimentos considerados suficientes, Moraes deveria renunciar ao cargo. Na ausência de explicações ou renúncia, defendeu que o Senado avalie a abertura de um processo de impeachment.
Também candidato ao Senado, o deputado federal José Medeiros (PL-MT) foi mais incisivo. Ele comparou as informações envolvendo Moraes ao caso do ex-senador Delcídio do Amaral, preso em 2015 por decisão do STF, e pediu ao ministro André Mendonça que determine a prisão de Moraes.
“Nós acabamos de saber que o ministro Alexandre de Moraes tinha uma conversa similar com o Vorcaro”, declarou Medeiros.
Já a candidata Margareth Buzetti (PP-MT) cobrou posicionamento dos demais concorrentes ao Senado sobre um eventual impeachment de Moraes. Ela lembrou que assinou, em agosto de 2025, um pedido de impeachment contra o ministro.
“Paciência tem limite. Ninguém está acima da lei, nem mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
As reações ocorrem após a divulgação de mensagens que, segundo as informações atribuídas à investigação da Polícia Federal, envolveriam Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O caso também inclui alegações sobre a relação contratual do banco com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
As declarações devem ampliar a pressão política em torno do caso e colocar o posicionamento dos candidatos ao Senado por Mato Grosso no centro do debate eleitoral.