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JUSTIÇA

MP-MT recorre para garantir julgamento público de Carlinhos

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, protocolou um recurso junto à 1ª Vara Criminal de Cuiabá para derrubar o sigilo imposto ao julgamento do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra. O Tribunal do Júri está marcado para a próxima terça-feira, 7 de julho, às 9h, no Fórum de Cuiabá, mas uma decisão da juíza presidente da sessão, Mônica Catarina Perri Siqueira, atendeu a um pedido da defesa e determinou que apenas pessoas diretamente ligadas ao processo possam acompanhar os trabalhos, proibindo a presença da imprensa e a captação de imagens.

No recurso apresentado, a promotora sustenta que não existem razões concretas que justifiquem a restrição de acesso. Com base em artigos da Constituição Federal, do Código de Processo Civil e do Código de Processo Penal, o Ministério Público defende o princípio da publicidade dos atos processuais, destacando que o sigilo não deve alcançar elementos que já são de amplo conhecimento público. Caso a decisão da magistrada seja mantida, a imprensa e a sociedade só terão acesso ao resultado final do julgamento. A expectativa é de que o recurso do MPMT seja julgado até o dia da sessão.

Considerado um dos casos mais emblemáticos dos últimos anos em Mato Grosso, o crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Carlinhos Bezerra, que é filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, é réu confesso pelos assassinatos de sua ex-namorada, Thays Machado, servidora do Tribunal de Justiça, e do namorado dela, Willian Cesar Moreno. As vítimas foram perseguidas e mortas a tiros em frente ao edifício onde a mãe de Thays residia. O empresário responde por duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa, com a qualificadora de feminicídio aplicada ao caso de Thays. Preso horas após o crime em uma chácara da família, o réu alegou à Polícia Civil que um desequilíbrio emocional provocado por complicações de diabetes teria motivado a ação.

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