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BALANÇO DE 2025

Mais de 600 pessoas são resgatadas do trabalho escravo em MT

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O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) divulgou nesta semana os indicadores de combate ao trabalho análogo à escravidão em 2025. Os números são alarmantes: 627 trabalhadores foram resgatados no estado, representando uma fatia significativa dos 1.986 resgates realizados em todo o Brasil no último ano.

Mesmo com a atuação firme das forças-tarefa, o volume de denúncias permanece alto, com 50 registros apenas em Mato Grosso. No período, o órgão firmou 9 Termos de Ajuste de Conduta (TACs) e ajuizou 6 Ações Civis Públicas para garantir reparações.

Larvas na comida e água de garimpo

A fiscalização detalhou cenários de extrema precariedade em três municípios-chave:

Porto Alegre do Norte: O maior resgate recente ocorreu nas obras de uma usina de etanol. Ao todo, 586 trabalhadores foram retirados de condições degradantes. A fiscalização encontrou comida deteriorada com larvas e moscas, além de alojamentos superlotados que chegaram a sofrer um incêndio em julho de 2025.

Nova Maringá: 20 pessoas, incluindo um adolescente de 17 anos, foram resgatadas na extração de madeira. O grupo sofria intimidação armada e dormia sobre toras de madeira e terra batida.

Nova Bandeirantes: Cinco trabalhadores de uma fazenda de pecuária utilizavam água de um açude de garimpo desativado para beber e cozinhar. A água, contaminada por metais pesados e fezes de animais, era armazenada em galões de produtos químicos.

Reparação financeira

A atuação do MPT resultou na garantia imediata de R$ 7,88 milhões em indenizações por danos morais individuais e R$ 5,37 milhões em danos coletivos em todo o país. Em Mato Grosso, no caso da extração de madeira em Nova Maringá, a responsabilidade solidária garantiu R$ 1 milhão em dano moral coletivo.

Para Luciano Aragão Santos, coordenador nacional da Conaete, os dados mostram que a escravidão moderna não é um problema isolado. “Ela abastece cadeias produtivas de grandes corporações e chega às prateleiras dos supermercados e às roupas que vestimos”, alerta o procurador.

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