
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, afirmou que a Justiça Eleitoral mantém fiscalização rigorosa contra qualquer tentativa de interferência criminosa no processo político de 2026, incluindo a atuação de facções e outros crimes eleitorais.
Segundo ela, o enfrentamento ocorre de forma contínua e técnica, acompanhando a evolução das práticas ilícitas. “Cada eleição aparece um crime novo, uma natureza nova que se apresenta. Da mesma maneira que surgem novos tipos de crimes, surgem também enfrentamentos diferentes”, explicou.
A desembargadora destacou a atuação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), criado pelo TRE-MT em 2012, que reúne uma força-tarefa com Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, OAB e órgãos de segurança. “Aparecendo a denúncia, ela terá tratamento. Feitas as verificações, o caso é encaminhado ao Ministério Público Federal, que é o autor da ação”, afirmou.
Serly Marcondes ressaltou ainda que crimes relacionados ao uso de inteligência artificial e desinformação também estão no radar da Justiça Eleitoral. “São práticas que podem influenciar no livre exercício do eleitor e recebem o mesmo enfrentamento, com a mesma responsabilidade”, disse.
Para a presidente do TRE-MT, o trabalho exige cooperação institucional, tecnologia e apoio da sociedade. “É um trabalho feito com muito cuidado, atenção e técnica. Temos dificuldades, mas também temos os instrumentos para enfrentar e regularizar essas situações”, concluiu.