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JÚRI EM NOVA MUTUM

Cattani diz que espera uma pena que amenize injustiça contra a filha

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“Um crime que barbarizou não só a nossa família, mas todo o Estado.” Foi assim que o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) definiu o assassinato da filha, Raquel Cattani, ao chegar ao Fórum da Comarca de Nova Mutum, nesta quinta-feira (22), horas antes do início do julgamento dos réus pelo crime. Segundo ele, a expectativa da família é de que a Justiça aplique uma condenação capaz de amenizar o sentimento de injustiça.

A Rádio Capital FM acompanha o julgamento direto de Nova Mutum, no norte de Mato Grosso.

Cattani chegou acompanhado da esposa, Sandra Cattani, que estava visivelmente abalada e não falou com a imprensa. O parlamentar falou brevemente, mas deixou clara a esperança de que o júri represente um marco de responsabilização diante de um caso que comoveu Mato Grosso.

Raquel Cattani tinha 26 anos, era produtora rural, mãe de dois filhos e referência no empreendedorismo do campo. À frente da Queijaria Cattani, no assentamento Pontal do Marape, em Nova Mutum, ganhou projeção nacional ao conquistar medalhas de ouro e superouro no 3º Mundial do Queijo do Brasil, em São Paulo, em 2024. A jovem recusava deixar o campo e dizia encontrar na vida simples a própria felicidade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Raquel foi morta a facadas dentro da própria residência, em julho de 2024. Rodrigo Xavier Mengarde, ex-cunhado da vítima, é apontado como o autor material do crime. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, é acusado de ter planejado o assassinato por não aceitar o fim do relacionamento. A investigação aponta que houve combinação prévia e promessa de pagamento para a execução.

O julgamento ocorre sob forte esquema de segurança e com regras rígidas de acesso ao plenário, incluindo controle do público e proibição do uso de aparelhos eletrônicos. O júri é presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum, e segue o rito do Código de Processo Penal, com a atuação do Ministério Público, das defesas e de sete jurados que compõem o Conselho de Sentença.

O desfecho do julgamento é aguardado com expectativa não apenas pela família, mas por toda a sociedade, que vê no caso Raquel Cattani um símbolo da violência contra a mulher e da necessidade de respostas firmes do Judiciário.

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