
O júri do investigador de Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz em abril de 2023, foi remarcado pela juíza Mônica Cataria Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. O novo julgamento está marcado para 16 de maio de 2026.
O adiamento ocorreu após um conflito durante a sessão de julgamento iniciada nesta terça-feira (16). O advogado de defesa, Claudio Dalledone, acusou a magistrada de “protagonismo judicial exacerbado”, violação da “paridade de armas” e de não permitir que ele concluísse seu raciocínio durante os debates. A defesa chegou a acionar a Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB-MT e pediu o afastamento da juíza do caso.
Em sua decisão, a juíza rejeitou as alegações de parcialidade. Afirmou que suas intervenções foram “exercício regular da direção dos trabalhos” e que as perguntas feitas tinham “exclusiva finalidade de elucidação, jamais de favorecimento à acusação”.
Ela também destacou que o conselho de sentença original foi dissolvido e um novo, formado por jurados que não presenciaram o conflito, será convocado para o julgamento em 2026.
O investigador Mário Wilson responde pelo homicídio do PM Thiago Ruiz, ocorrido em uma conveniência de posto de combustível próximo à Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Ele permanecerá em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica até a nova data do júri.