Uma operação integrada deflagrada na tarde desta quarta-feira (30/09/2026) resultou na prisão dos suspeitos de envolvimento no homicídio que vitimou o Sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, morto a tiros durante a madrugada no bairro Jardim Universitário.
Durante a Operação Força Constante, equipes do 6º Batalhão de Polícia Militar, Força Tática, Gefron e PRF realizaram diligências ininterruptas que culminaram na localização da arma de fogo supostamente utilizada no crime, escondida em uma residência na Rua Portugal, no bairro Residencial Valter Fidelis. No local, foi apreendida a adolescente K.P.A., apontada como responsável por guardar e ocultar a arma.
Em continuidade às ações, os suspeitos F.M.S. e L.G. foram abordados em um veículo VW/Polo branco. Segundo a polícia, F.M.S. seria o condutor do carro utilizado na execução, enquanto L.G. é apontado como o autor dos disparos que mataram o sargento.
CONFISSÃO E MANDANTES
Conforme o relato apresentado por L.G., a ação teria sido coordenada por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, identificados pelos vulgos de “Ninja”, “Religião do Mal” e “Monarca”. Eles teriam determinado a execução de dois homens que estariam na residência da vítima.
Ainda segundo o relato do suspeito, momentos antes do crime, ele teria cortado a cerca elétrica do imóvel, acionando o alarme, e se escondido em uma área de mata próxima. Enquanto permanecia escondido, estaria em chamada de vídeo com os supostos coordenadores da ação. Durante a chamada, os indivíduos teriam visualizado a vítima pela câmera do celular e ordenado os disparos. Anderson saiu de casa para verificar o alarme e foi surpreendido pelos tiros.
ENVOLVIMENTO DE ADOLESCENTES
As investigações apontam ainda que o adolescente P.C.S.S. teria sido responsável por levar a arma até a residência onde foi ocultada. As adolescentes L.D.S.M. e D.A.S.A. teriam prestado apoio logístico aos envolvidos, auxiliando na permanência e ocultação dos suspeitos após o crime, na fuga e na ocultação da arma.
PROVIDÊNCIAS
Todos os suspeitos, os adolescentes envolvidos e a arma apreendida foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia, onde foram apresentados à Polícia Judiciária Civil para a confecção do Boletim de Ocorrência e adoção das demais providências legais cabíveis.
O crime, registrado inicialmente como homicídio consumado, agora também é investigado sob as naturezas de porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa e corrupção de menores.
A Polícia Civil segue com as investigações para localizar os demais envolvidos e identificar todos os mandantes do crime.