O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, subiu o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL) ao responder às críticas sobre o pedido de empréstimo de R$ 1,5 bilhão encaminhado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa. Durante entrevista nesta quinta-feira (25), Pivetta classificou o parlamentar como “desprezível” e afirmou que ele não tem experiência em gestão pública.
A reação ocorreu após Wellington divulgar um vídeo em que chama de “lambança” a proposta do governo de contratar a operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal. O senador questionou a necessidade do financiamento e afirmou que a população mato-grossense será responsável por pagar a dívida.
Ao ser questionado sobre as declarações, Pivetta partiu para o ataque.
“Esse senhor é desprezível. Ele nunca teve uma experiência de fazer gestão. Isso aqui é orçamento doméstico. Minha vida pública é para servir. Governar é criar alternativas, pensar em soluções mais baratas e fazer bons negócios para a sociedade, coisa que ele não sabe fazer”, disparou.
O vice-governador explicou que o empréstimo será utilizado para viabilizar a construção de 60 mil moradias, considerada, segundo ele, a principal prioridade da atual gestão.
Pivetta afirmou que Mato Grosso possui capacidade de contratar o financiamento graças ao equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, a operação permitirá preservar recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que serão direcionados para o programa habitacional.
“Nós temos crédito porque fizemos o dever de casa. A dívida do Estado hoje é negativa. Estamos garantindo uma linha de financiamento mais barata para infraestrutura e deslocando os recursos do Fethab para construir 60 mil casas”, afirmou.
Nas críticas divulgadas nas redes sociais, Wellington Fagundes questionou por que o governo busca um novo empréstimo se já havia recursos destinados à habitação. “Empréstimo não é dinheiro de graça. Alguém vai pagar essa conta, e quem vai pagar é o povo de Mato Grosso”, declarou o senador.
O projeto que autoriza a contratação do empréstimo segue em análise na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).