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ELEIÇÕES 2026

Pesquisa aponta virada de Pivetta sobre Wellington e acirramento no 1° turno

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A pesquisa do Instituto MT Dados, divulgada nesta segunda-feira (27), aponta uma virada numérica do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre o senador Wellington Fagundes (PL) no principal cenário estimulado da disputa. De acordo com os números, quando são apresentados os quatro principais nomes aos eleitores, Pivetta aparece com 26% das intenções de voto, contra 25% de Wellington. O empate, no entanto, é técnico, já que ambos estão dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que mantém a indefinição sobre quem lidera o pleito.

O levantamento revela uma movimentação significativa no tabuleiro eleitoral desde a última sondagem do mesmo instituto, realizada em maio. Na ocasião, Wellington liderava com 27%, enquanto Pivetta somava 20%, uma diferença de sete pontos que agora se inverteu. O governador cresceu seis pontos percentuais, impulsionado por um desempenho robusto em regiões estratégicas do estado. Já o senador recuou dois pontos, caindo para os atuais 25%. Essa oscilação de sete pontos na distância entre os dois principais postulantes é o principal destaque da pesquisa e acende o sinal de alerta nas campanhas.

O cenário, porém, não se resume a uma disputa de dois candidatos. O senador Jayme Campos (União) mantém-se em terceiro lugar, com 15%, apresentando uma ligeira alta de um ponto em relação à pesquisa anterior. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) registrou o segundo maior crescimento da rodada, saltando de 7% para 11%, consolidando-se como a quarta força na disputa. Os votos brancos e nulos somam 5%, enquanto os indecisos, que ainda não sabem ou preferem não responder, totalizam 18% do eleitorado, um recuo de sete pontos em relação ao levantamento de maio.

Quando o universo é ampliado para um cenário mais fragmentado, com oito nomes apresentados aos entrevistados, a liderança de Pivetta se repete numericamente, com 25,2%, contra 24,3% de Wellington. Jayme Campos aparece com 14,3% e Natasha Slhessarenko com 10,6%. Os demais candidatos mencionados na pesquisa, como Rafael Millas (Missão), Marcelo Maluf (Novo), Maurício Coelho (Mobiliza) e Alex Pucinelli (Democrata), não alcançam 2% das intenções de voto. Neste cenário mais amplo, os votos nulos e brancos somam 3,6%, e os indecisos chegam a 18,5%.

A análise por regiões do estado revela o mapa da disputa e os redutos eleitorais de cada candidato. Pivetta, que é natural de Lucas do Rio Verde e tem forte trânsito no agronegócio, lidera com folga no Norte, onde alcança 34%, no Médio Norte com 24%, e no Noroeste com 31%. Já Wellington, com base eleitoral consolidada em Rondonópolis, domina o Sul do estado com 34% e o Sudoeste com 36%. Na Baixada Cuiabana, a região mais populosa, a briga é mais pulverizada: Wellington aparece com 17%, seguido de perto por Jayme Campos (16%), Pivetta (15%) e Natasha (13%), o que torna a região um campo de batalha crucial para a definição do primeiro turno.

Em um cenário hipotético sem a presença de Jayme Campos, o que beneficiaria diretamente o bolsonarista Wellington Fagundes, o senador mantém uma dianteira numérica sobre Pivetta, com 28% contra 27%. Neste recorte, Natasha Slhessarenko alcançaria 13%. Em relação à pesquisa de maio, Wellington apresentou queda de três pontos, Pivetta subiu três e Natasha avançou cinco pontos, demonstrando sua capacidade de crescimento mesmo em cenários adversos.

Na modalidade espontânea, quando os entrevistados citam o candidato sem que uma lista de nomes seja apresentada, Pivetta também assumiu a liderança pela primeira vez. O governador cresceu de 7% para 11%, ultrapassando Wellington, que se manteve estagnado com 10%. Jayme Campos passou de 7% para 8%, e Natasha de 3% para 5%. Apesar da virada, o dado mais relevante é o alto índice de eleitores que ainda não sabem em quem votar espontaneamente: 53% não souberam citar nenhum nome, uma queda de oito pontos em relação aos 61% registrados em maio, o que indica que o eleitorado começa a se definir, mas ainda há um longo caminho a percorrer até outubro.

A pesquisa do Instituto MT Dados foi realizada entre os dias 15 e 21 de julho, com metodologia híbrida que combinou entrevistas presenciais e coleta via redes sociais. Foram ouvidos 2.800 eleitores de Mato Grosso, aptos a votar, distribuídos em sete regiões do estado. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT – 04879/2026 e possui margem de erro de 3% para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

CONFIRA A PESQUISA COMPLETA CLICANDO AQUI.

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