Mato Grosso reduziu 23,2% o índice de mortes violentas intencionais, em 2025, de acordo com o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23.7), ficando em terceiro lugar das maiores reduções entre os Estados do país.
Os números mostram que, no ano passado, foram 252 mortes a menos em Mato Grosso, na comparação com 2024. De 1.142 mortes, em 2024, o número diminuiu para 890, em 2025.
“As forças policiais vem trabalhando continuamente na prevenção e enfrentamento à criminalidade, com o objetivo de manter os índices em queda. Menos crimes representam mais tranquilidade para a população, mais liberdade de ir e vir e maior produtividade em todos os setores da economia”, afirmou a secretária de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho.
Nesse índices estão contabilizados os homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguiras de mortes e as mortes decorrentes da intervenção policial (em serviço e fora de serviço).
Menor índice
Em 2025, Mato Grosso registrou o menor número de homicídios dolosos dos últimos sete anos. De 804 ocorrências, em 2019, caiu para 675, em 2025, uma queda de 17%. Já as mortes em latrocínio (roubo), reduziram de 41, em 2019, para 15, em 2025, uma queda de 63%. Os casos de lesão corporal seguida de morte, caíram de 23, em 2019, para 5, em 2025, que representa 35% a menos.
“A resposta aos investimentos e às medidas de enfrentamento à violência chega assim, em reduções criminais e sensação de segurança nos lares e todos os ambientes de trabalho e convivência social”, completou Susane Tamanho.
Casos de feminicídio
O Anuário também registrou aumento no número de casos de feminicídio no Estado, com 53 casos no ano passado. Em 2024, foram 47. No país, o aumento no número de casos chegou a 4%, passando de 1.504, em 2024, para 1.571, em 2025.
Para a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Mariell Antonini, todo caso de feminicídio é preocupante e o Estado tem investido no combate à violência para tentar diminuir o número de vítimas.
“Mato Grosso tem implementado inúmeras políticas públicas pra enfrentar de frente esse problema social, que é nacional e histórico. Temos avançado nos direitos das mulheres em nosso país, mas ainda precisamos enfrentar essa triste realidade e é o que nosso Estado tem feito para combater esse resultado negativo. Acredito que com todas as medidas tomadas, vamos conseguir melhorar essa realidade nos próximos anos”, pontuou Mariell.
O Governo de Mato Grosso tem investido pesado para mudar essa realidade, com ações de prevenção, repressão e assistência às mulheres vítimas de violência. Somente em 2025, foram investidos R$ 93,4 milhões no combate à violência contra a mulher, como as seguintes ações:
– Criação do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres;
– Criação da Coordenadoria de Políticas de Enfrentamento à Violência de Gênero;
– Criação da Secretaria Adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres;
– Criação da Sala Lilás;
– Criação da Casa de Eurídice;
– Criação do portal Mulher MT, com informações para mulheres;
– 100% de resolução dos feminicídios;
– Implantação do Plantão 24 Horas de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual em Cuiabá;
– Implantação da Delegacia de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 horas em Várzea Grande;
– Implantação do Botão do Pânico e do aplicativo SOS Mulher;
– Ampliação da Patrulha Maria da Penha para os 142 municípios;
– Ampliação do número de delegacias e núcleos especializados;
– Implantação do programa SER Família Mulher, auxílio-moradia de R$ 800;
– Implantação do programa SER Família Mulher na Comunidade;
– Ampliação da rede de proteção e monitoramento eletrônico dos agressores;
– Ampliação das ações de comunicação para prevenção à violência doméstica;
– Oferta de atendimento psicológico;
– Deflagração da Operação Shamar;
– Capacitação das forças de segurança;
– Implantação na grade curricular do “combate à violência doméstica” de forma interdisciplinar no ensino médio das escolas estaduais;
– Estabelecimento do Plano Estadual de Metas para Enfrentamento da violência doméstica e familiar;
– Monitoramento de agressores por meio de tornozeleira eletrônica;
– Ressalta que no primeiro semestre de 2026, houve redução de 7,4% em feminicídios. De 27, registrado entre janeiro e junho de 2025, o número caiu para 25, no mesmo período deste ano.