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ELEIÇÕES 2026

Margareth rebate Galvan e diz que discurso contra feminicídio é “absurdo”

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A candidata ao Senado por Mato Grosso Margareth Buzetti (PP) criticou as declarações do também candidato Antônio Galvan (Avante) sobre a legislação que trata do feminicídio e afirmou que discursos que relativizam a violência contra as mulheres contribuem para enfraquecer o enfrentamento ao crime. Galvan declarou que não considera Mato Grosso um estado machista e defendeu que homens e mulheres recebam a mesma pena em crimes semelhantes, inclusive nos casos classificados como feminicídio.

Buzetti, que é autora de medidas legislativas voltadas ao endurecimento das penas para crimes contra mulheres, afirmou que a violência de gênero precisa ser tratada como um problema concreto da sociedade. Segundo ela, são necessárias políticas de proteção às mulheres, crianças e vítimas de violência, e não a minimização dos casos.

“Se ele acha que isso não existe, ele não pode ser um homem público”, afirmou a candidata, ao comentar a declaração de Galvan. Buzetti também contestou a tentativa de comparar os índices de mortes de homens e mulheres para questionar a existência do feminicídio como crime específico.

Para a candidata, a violência contra a mulher apresenta características próprias e frequentemente ocorre dentro do ambiente doméstico ou em relações afetivas. Ela também criticou a afirmação de Galvan de que problemas financeiros e uma suposta desestruturação familiar estariam entre as principais causas dos feminicídios.

Buzetti citou o caso da filha do deputado estadual Gilberto Cattani, que foi vítima de feminicídio, como exemplo de que o crime não pode ser reduzido a questões econômicas. Na avaliação dela, casos de mulheres assassinadas após o fim ou durante conflitos em relacionamentos demonstram a presença de comportamentos relacionados ao controle e à não aceitação do término.

A candidata também afirmou que a pauta do feminicídio não deve ser tratada como uma questão ideológica. “Quando uma mulher é assassinada, eu não pergunto de que lado era o bandido, de que lado era o assassino. Ela foi morta”, declarou.

No cenário de Mato Grosso, 31 mulheres foram mortas entre janeiro e agosto deste ano, segundo os dados apresentados no contexto da entrevista. No mesmo período, a Operação Mulher Segura prendeu 1.097 homens por violência contra mulheres, sendo 967 em flagrante.

A candidata disse ter participado da criação de quatro leis que considera estruturantes para o enfrentamento à violência contra as mulheres. “Tem muito candidato que usa a mulher, a pauta da mulher, a pauta do feminicídio, de mulher assassinada para fazer discurso. Isso a gente vê. Mas é diferente de quem fala e de quem faz. Eu fui lá e fiz”, afirmou.

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