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DEU EM A GAZETA

Jovem sente algo e vê larvas saindo do ferimento do braço

Publicado em

Reprodução

Jovem de 17 anos, internado no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) após sofrer um acidente de motocicleta em Nossa Senhora do Livramento, encontra larvas no braço. Creonice Silva Campos, mãe de Vanderson Campos de Magalhães, divulgou um vídeo nas redes, clamando por socorro e alertando sobre o risco de morte devido à falta de higiene.

Vanderson está internado na unidade desde domingo (9), após cair da moto e sofrer fraturas no braço e na perna. A mãe afirma que ele ficou dois dias sem tomar banho após o procedimento cirúrgico e, na quarta-feira, relatou sentir algo estranho no braço, foi quando perceberam as larvas saindo da região do ferimento. Os familiares de Vanderson fizeram vídeos das larvas saindo e entrando no ferimento.

“Ele deu entrada no domingo e fez a cirurgia no mesmo dia. Eu perguntei sobre o banho e me disseram que ele poderia tomar banho 24 horas depois do procedimento. Passou segunda-feira, chegou terça-feira, não fizeram curativo, não fizeram nada. Meu filho estava com larvas saindo do corpo. Eu fui reclamar, foi quando levaram meu filho para o centro cirúrgico, mas voltaram de lá com ele do mesmo jeito. Depois tiraram 15 bichos do osso do meu filho”, afirmou Creonice.

A família também reclama das condições de higiene do quarto onde o adolescente está internado. O ambiente não estaria recebendo limpeza adequada.

“Não tem ar-condicionado, não tem nada, tive que deitar no chão. Peguei um lençol e limpei o chão para deitar. Desde domingo que entramos ninguém limpou o quarto”, alega a mãe.

A falta de limpeza também é relatada por outros pacientes. “A limpeza raramente é feita, as lixeiras ficam lotadas. Só jogam um pouco de água e puxam. Os banheiros estão em condições precárias, lixo acumulado e papéis higiênicos usados espalhados. O mínimo que se espera de um ambiente que lida com saúde é limpeza”, disse Tamires Silva, sobrinha de uma paciente internada no local.

Os pacientes alegam que os ambientes ficam dias sem limpeza e que foram informados que houve redução no número de trabalhadores, de 11 para dois, devido à falta de pagamento, repasse que estaria atrasado há seis meses. O serviço é prestado pela Servlimp, que ao ser procurada pela reportagem, preferiu não se manifestar.

Já a prefeitura afirmou que a empresa de limpeza segue prestando serviço na unidade de saúde. Não houve manifestação quanto aos supostos atrasos nos pagamentos. O Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) disse que o caso será acompanhado pelos setores de sindicância e fiscalização, para verificar as condições oferecidas ao paciente.

Leia mais sobre Política de MT na edição de A Gazeta

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