O julgamento dos três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, que havia entrado em seu segundo dia nesta quarta-feira (29), no Tribunal do Júri de Cuiabá, foi suspenso. O Conselho de Sentença precisou ser dissolvido após um dos jurados apresentar problemas de saúde, impossibilitando a continuidade da sessão.
Com a dissolução do júri, todo o processo de julgamento para este grupo precisará ser reiniciado, e uma nova data para a realização da sessão será definida e divulgada em breve pelo juiz responsável pelo caso.
No banco dos réus estavam Antônio Gomes da Silva, que confessou ser o autor dos disparos, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado como intermediário e fornecedor da arma, e o coronel aposentado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusado de financiar a execução. O grupo responde por homicídio triplamente qualificado, motivo torpe, mediante promessa de recompensa e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além do uso de arma de fogo de uso restrito.
Para esta quarta-feira, a programação previa a oitiva da última testemunha de defesa antes de dar início aos interrogatórios dos três réus. Na sequência, a acusação liderada pelos promotores de Justiça do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT e os advogados de defesa travariam os debates finais em plenário.
De acordo com o Ministério Público, Zampieri foi executado no dia 5 de dezembro de 2023, quando deixava o escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. A investigação aponta que o crime teria sido motivado por disputa envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
O caso ganhou repercussão nacional após a perícia no celular da vítima revelar indícios de negociação de decisões judiciais, o que originou a Operação Sisamnes, da Polícia Federal.