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LINHA DURA

Janaina defende articulação no Senado: “Não adianta ficar só gritando e gravando vídeo”

Na Aprosoja, candidata a senadora relembrou lutas pelo agro e criticou parlamentares que trocam articulação por gritos e vídeos nas redes sociais

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“A defesa dos produtores de Mato Grosso exige representantes com trabalho prestado e independência para enfrentar interesses econômicos.” Durante sabatina da Aprosoja, na manhã desta quarta-feira (30), a candidata a senadora Janaina Riva (MDB) relembrou as lutas que travou na defesa de quem produz nos últimos 12 anos. Também defendeu que o eleitor vote com a consciência de que Mato Grosso precisa uma representação capaz de articular soluções para o estado.

“O mesmo compromisso que tive como deputada estadual em defender as entidades, o terceiro setor e levá-las para o meu gabinete, eu farei como senadora, porque não tenho rabo preso com nenhum segmento e não devo favor a ninguém. Não adianta eu chegar lá pra ficar só gritando e gravando vídeo se não tiver uma articulação de construção com o colegiado e isso já mostrei que tenho”, afirmou.

Ao apresentar seu histórico, a candidata recordou a defesa dos fundos das entidades do agro diante da tentativa de acabar com eles na Assembleia Legislativa. Citou também sua atuação pelo fim da moratória da soja e pela segurança jurídica de quem produz.

“Quando tentaram acabar, por exemplo, com os fundos das entidades na Assembleia, eu fui a primeira a abraçar a causa”, disse. “Eu não negocio a minha relação com os produtores de Mato Grosso.”

A deputada também reafirmou sua posição em defesa do direito de propriedade. “Eu sou contra qualquer tipo de expropriação de terra pra quem produz.”

Para Janaina, esse histórico permite ao eleitor distinguir quem acompanha as dificuldades do setor de quem se aproxima apenas na campanha.

“Tem muita gente aparecendo agora querendo sentar na janelinha, mas eu não, eu tenho trabalho prestado, eu tenho serviço pra mostrar.”

Independência para negociar

“Eu não tenho interesse em ter um ministério, não tenho interesse de ter um ministro, não tenho interesse de defender nenhum setor diretamente do agronegócio, mas sim defender a todos”, declarou.

Sem citar nomes, Janaina criticou candidaturas que, segundo ela, chegam comprometidas com bancos, tradings e outros segmentos econômicos. Defendeu que o mandato seja usado para enfrentar os problemas e não para favorecer negócios próprios ou aliados.

Uma das prioridades apresentadas foi a securitização nacional das dívidas rurais. Na avaliação da candidata, as renegociações individuais não oferecem uma resposta definitiva ao endividamento dos produtores. “A renegociação individual não é uma saída definitiva, mas a securitização nacional é”, afirmou.

Janaina defendeu que o senador assuma a articulação da medida com o Banco Central e o governo federal.

“O que nós precisamos é de uma securitização nacional, é de alguém que sente, converse com o Banco Central, que converse com o Governo Federal, através do Presidente da República, não que use do cargo de Senado pra prestigiar somente a si ou ao seu grupo econômico. Eu tenho coragem para travar essas lutas.”

Presença nos espaços de decisão

Ao abordar disputas que chegam ao Supremo Tribunal Federal (STF), como a moratória da soja, o marco temporal e as demarcações, Janaina afirmou que a defesa do agro exige presença, informação técnica e interlocução. Destacou o papel das entidades na apresentação de estudos, pesquisas e dados que sustentem as demandas dos produtores.

“Manter um relacionamento cordial entre poderes é fundamental pra ter portas abertas pra defender. Não adianta eu gravar vídeo pra vocês, esculhambando e vocês perderem todas as batalhas. Isso não quer dizer que eu vou passar pano pra quem comete crime.”, declarou.

A candidata também cobrou do Congresso leis claras que reduzam conflitos e deem segurança jurídica ao setor. Para ela, a omissão dos parlamentares transfere decisões ao Judiciário. “O Legislativo não faz e o Judiciário é provocado a fazer”, afirmou.

Janaina ressaltou que o diálogo institucional precisa servir à defesa de Mato Grosso e não impede a fiscalização ou a responsabilização por irregularidades.

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