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LISTA DE ESTUPRÁVEIS

Influenciador detona UFMT, chama envolvidos de “vermes” e universidade rebate

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O influenciador digital Guilherme Pallesi usou suas redes sociais, neste sábado (16), para fazer duras críticas à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e à forma como a instituição tem conduzido o caso da “lista de alunas estupráveis”. Em vídeos que já somam milhares de visualizações, o youtuber chamou os envolvidos de “vermes” e “vagabundos” e afirmou que a universidade “não fez nada” pelos alunos.

A repercussão do caso foi imediata. As mensagens de conteúdo violento, criadas por estudantes de Direito e Engenharia Civil do Campus Cuiabá, geraram protestos no dia 4 de maio e repúdio da OAB-MT. A situação se agravou quando o pai de um dos envolvidos entrou na universidade em tom ameaçador contra estudantes, o que motivou o registro de boletim de ocorrência e pedido de reforço policial.

O posicionamento da UFMT

Em nota oficial à comunidade, a UFMT rebateu as críticas de omissão e detalhou a linha do tempo das medidas adotadas. A instituição informou que tomou conhecimento da denúncia no dia 4 de maio e, imediatamente, iniciou os procedimentos previstos em seu Regimento Disciplinar (Resolução CONSUNI nº 281/2025) para garantir a apuração rigorosa dos fatos.

Como medidas preventivas imediatas de segurança, a universidade determinou aulas remotas temporárias para o 1º semestre de Engenharia Civil e instaurou uma Comissão de Inquérito Disciplinar Discente. O estudante de Engenharia envolvido foi suspenso preventivamente e colocado em regime de educação domiciliar, ficando proibido de frequentar o campus e de contatar testemunhas. O aluno de Direito também foi afastado.

A universidade ressaltou que os fatos estão sendo acompanhados pelas autoridades policiais, incluindo a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. Por fim, a UFMT reafirmou seu repúdio a qualquer forma de misoginia e violência, destacando ser a única universidade pública do país com uma Secretaria de Direitos Humanos estruturada para dar acolhimento e escuta qualificada à comunidade acadêmica.

Apesar das explicações da instituição, Guilherme Pallesi criticou o afastamento temporário: “Suspender o vagabundo como esse é a mesma coisa que você ter uma fratura exposta na perna e colocar um bandeide”, disparou, cobrando a expulsão imediata dos alunos e a investigação criminal do pai que realizou as ameaças armadas.

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