Atualizada, às 10h02 – O servidor público Valdivino Almeida Fidelis, lotado na Escola Estadual Liceu Cuiabano, morreu na noite de segunda-feira (11) após uma intervenção policial no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. A Polícia Militar afirma que ele mantinha a própria enteada em cárcere privado e apontou uma arma para os agentes. A família, porém, contesta a versão.
Segundo o boletim de ocorrência, equipes da PM receberam denúncia de que uma mulher era mantida refém. Os policiais isolaram o imóvel e, após ouvirem barulhos, decidiram entrar. Pela janela, viram o suspeito apontar arma para a cabeça da vítima. Momentos depois, ao abrir a porta dos fundos, Valdivino teria apontado o revólver para os militares, que efetuaram disparos. Ele morreu no local. A enteada foi liberada sem ferimentos. Uma arma com seis munições foi apreendida.
Já a irmã do servidor, de 58 anos, nega que ele tenha feito a jovem refém. “Meu irmão não mata ninguém, não tem antecedentes, não tem nada, mataram meu irmão”, afirmou. Segundo ela, Valdivino foi atingido por seis disparos. Ela disse que conversou com ele por telefone minutos antes: “Ele falou: ‘não precisa vir que eu já vou liberar ela’. Aí diz que ele liberou ela. Quando ele viu os policiais, ele fechou a porta. Os policiais deram mais de seis tiros nele”. A irmã atribuiu o chamado à polícia a vizinhos.
Em vídeos gravados pela enteada, Valdivino aparece armado e diz: “Hoje eu vou morrer”. Ele também desabafou sobre a separação da esposa, mãe da jovem, dizendo ter sido “enganado por 28 anos”.
A Escola Estadual Liceu Cuiabano decretou luto e suspendeu as aulas. Em nota, a unidade afirmou que Valdivino, conhecido como “paizão”, atuava há mais de uma década e será lembrado “pelas risadas e momentos compartilhados”.
O caso é investigado pela Polícia Civil. A perícia esteve no local.
