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Marido é preso pelo crime

Empresária é encontrada morta e enterrada no quintal

Jackson Pinto da Silva, 38, confessou o crime, transferiu R$ 18 mil da vítima para sua conta e há indícios de enforcamento; casal estava em processo de separação

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A Polícia Civil prendeu em flagrante na tarde desta terça-feira (5) Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, acusado de assassinar e enterrar a própria esposa, a empresária imobiliária Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos. O corpo foi localizado em uma cova rasa nos fundos de uma serralheria de propriedade da vítima, onde o casal também residia, no bairro Parque Cuiabá, na capital.

Nilza estava desaparecida desde segunda-feira (4). A família comunicou o sumiço à polícia, que iniciou as buscas e, com o apoio da Politec, conseguiu localizar o corpo. Foi necessário utilizar maquinário pesado para a remoção da terra e o resgate da vítima.

A perícia preliminar apontou sinais de enforcamento, embora o laudo oficial ainda deva confirmar a causa exata da morte. Jackson confessou a autoria do crime aos agentes, mas manteve-se em silêncio sobre os detalhes da execução e a motivação exata durante a condução à delegacia.

O caso ganhou contornos de latrocínio (roubo seguido de morte) após a polícia descobrir que o suspeito transferiu R$ 18 mil da conta bancária de Nilza para a sua própria conta pessoal. Além disso, Jackson já estaria negociando a venda da caminhonete da vítima.

Vizinhos relataram que o casal, que oficializou a união em 2024, enfrentava uma separação recente — o que pode ter contribuído para o desfecho trágico. A motivação do feminicídio, no entanto, ainda é investigada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

No momento da prisão, Jackson deixou a residência sob gritos de “vadio” e “vagabundo” proferidos por moradores chocados com a brutalidade do caso.

Áudios que circularam em grupos do bairro chegaram a cogitar que a empresária teria sido sequestrada. Nilza morava na região há mais de uma década e era muito conhecida na comunidade, ao contrário do marido, que não era visto com frequência.

Jackson foi encaminhado à DHPP e permanece à disposição da Justiça. O corpo de Nilza passou por exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso, tratado como feminicídio.

 

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