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"NADA ERRADO"

Abilio reage a denúncia de “churrasco” e defende servidores de CMEI

Prefeito afirma que servidores pagaram pela própria refeição, negou uso de merenda escolar e descartou qualquer demissão na unidade.

Publicado em

Reprodução

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), saiu em defesa dos servidores do CMEI Antônio Marcos Ruzzene Balbino, no Residencial Paiaguás, após a repercussão de uma denúncia de que funcionários teriam feito um “churrasco” dentro da unidade. Em publicação nas redes sociais, o prefeito negou qualquer irregularidade e atribuiu a repercussão do caso ao período eleitoral.

A denúncia ganhou força na sexta-feira (18), quando foram divulgadas imagens de carnes e acompanhamentos sendo preparados no CMEI. A publicação levantou questionamentos sobre a utilização do espaço e sobre a origem dos alimentos. Também circulou a alegação de que as crianças teriam recebido pão com manteiga e chá enquanto os servidores faziam a refeição.

Em manifestação nas redes sociais, Abilio afirmou que os funcionários estavam no horário de almoço, fizeram uma contribuição entre si e utilizaram o próprio dinheiro para comprar os alimentos.

“Os servidores da escola não serão mandados embora e não fizeram nada errado. Hora do almoço, fizeram cota com dinheiro deles e compraram os ingredientes para almoçar na escola”, escreveu o prefeito.

Abilio também negou que os servidores tenham consumido alimentos destinados aos alunos ou bebidas alcoólicas. Segundo ele, não havia crianças para serem atendidas naquele momento, já que o CMEI não funciona em período integral.

“Não tinha bebida alcoólica, não comeram a merenda dos alunos. Não tinha crianças para servir na hora do almoço, não é uma escola integral”, afirmou.

O prefeito ainda contestou a classificação do episódio como “churrasco”. Na publicação, disse que se tratava de “apenas uma carne feita numa grelha elétrica”.

Ao final da manifestação, Abilio voltou a relacionar a repercussão do caso ao período eleitoral e afirmou que os servidores poderiam ficar tranquilos.

A denúncia também foi levada à vereadora Maysa Leão (Republicanos), que esteve na unidade para verificar a situação. A parlamentar é candidata a deputada estadual nas eleições deste ano. Registros da própria Câmara mostram que ela já apresentou requerimentos relacionados à rede municipal de Educação durante o mandato.

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