O programa Jornal da Capital entrevistou nesta sexta-feira (26) Fellipe Corrêa, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, que detalhou a situação da Orla do Porto, em Cuiabá, e o andamento do projeto de recuperação do gabião da região.

Segundo o secretário, o governo do estado iniciou há pouco mais de um mês um projeto para restaurar o gabião da Orla do Porto, estrutura responsável por conter a margem do rio e sustentar a área.
Ele afirmou que, desde que assumiu a secretaria há cerca de dois meses, visitou o local algumas vezes e constatou que o gabião apresenta pontos de cedimento.
“O gabião, que é aquela estrutura que segura a Orla do Porto, está cedendo em vários pontos. Então, a Orla do Porto está com interdições, com gelo baiano em vários lugares. Isso impõe risco a pedestres e também um risco futuro de piorar”, disse.
O secretário destacou que a estrutura, classificada por ele como uma “superestrutura”, foi construída durante a gestão em que Mauro Mendes era prefeito de Cuiabá e afirmou que, agora, o governo do Estado passa a dar atenção ao problema.
Fellipe afirmou ainda que tratou do assunto com a secretária adjunta de Cidades da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), Rafaela Damiani, e que o projeto já se encontra em estágio avançado de elaboração dentro do governo estadual.
Ele também fez um agradecimento ao governo do estado pelo andamento da proposta e destacou a importância da intervenção para a cidade.
“Desde já agradeço ao governo do Estado e peço essa atenção, essa prioridade, porque um governo que constrói mais de sete mil quilômetros de estrada, sei que ainda tem muita coisa para cuidar, mas Cuiabá, nós do turismo aqui, pedimos essa atenção especial para que esse projeto se torne realidade”, afirmou.
O secretário ressaltou a importância da Orla do Porto para o turismo da capital, lembrando a integração com o Museu do Rio, o Aquário e o Mercado do Porto.
Segundo ele, apesar do potencial turístico da região, a estrutura atual limita ações do poder público.
“O Museu do Rio, onde hoje tem o aquário, aquele parque fantástico para as crianças, fica na Orla. O Mercado do Porto fica próximo, mas a Orla em si hoje nós temos uma limitação muito grande em trabalhar iluminação, câmera e estimular as pessoas a estarem ali, porque essa obra de infraestrutura está muito prejudicada e coloca em risco qualquer investimento que a gente fizer ali”, completou.