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Uma ação da Polícia Militar terminou com quatro suspeitos presos e um Renault Logan roubado recuperado nesta terça-feira (6), na região do Coxipó-Mirim, em Cuiabá. O veículo havia sido levado durante um assalto na noite anterior, parte registrada por uma câmera de segurança.
Durante patrulhamento, os policiais localizaram um Logan prata ocupado por quatro pessoas. As características do carro coincidiam com as de um veículo que havia sido roubado recentemente. Ao receberem ordem de parada, os ocupantes tentaram fugir, mas foram perseguidos e interceptados pela equipe.
A vítima foi acionada e reconheceu um dos detidos, identificado como Miguel, como um dos homens que teria participado diretamente do assalto.
As diligências continuaram e levaram os policiais até outro suspeito, identificado como Matheus, encontrado em uma residência nas proximidades. Segundo o boletim de ocorrência, ele informou que a motocicleta usada no roubo estaria com a mãe. A mulher indicou aos policiais que a moto havia sido deixada em uma rua do bairro CPA II, em frente a uma borracharia.
Além da recuperação do carro, a vítima relatou ter sido alvo de uma tentativa de golpe após o roubo. Antes de o veículo ser localizado, recebeu ligações de pessoas que afirmavam conseguir devolvê-lo mediante pagamento.
Com medo de perder o automóvel, a vítima realizou três transferências via Pix, sendo uma de R$ 1,8 mil e outras duas de R$ 1,2 mil. Ao todo, foram enviados R$ 4,2 mil para contas de terceiros.
A vítima também recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como policial e fez perguntas sobre o roubo e o registro da ocorrência. A identidade do suposto agente não foi confirmada, e a ligação levantou suspeitas durante o atendimento.
Os quatro suspeitos foram encaminhados ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) e ficaram à disposição da Polícia Civil. Conforme o registro, foi necessário o uso de algemas durante a condução por segurança. Nenhum deles apresentava lesões aparentes.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar a participação de cada envolvido, além da origem das ligações e o destino dos R$ 4,2 mil transferidos pela vítima.