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ELEIÇÕES 2026

Júlio atribui derrota a esvazimanto da chapa e a Mauro Mendes

Em pronunciamento na tribuna nesta quarta-feira (07), deputado estadual que não conseguiu se reeleger diz que foi o único da legenda sem fundo partidário e que governador investiu para tirar seus votos

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Em discurso de despedida na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na manhã desta quarta-feira (07), o deputado estadual Júlio Campos (União Progressista) agradeceu os 18.571 votos recebidos no último dia 4 de outubro e explicou o que, na sua avaliação, o tirou da próxima legislatura.

Júlio não conseguiu a reeleição e encerra o mandato no dia 31 de janeiro. Eleito em 2022, foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça e vice-presidente da Casa. No pronunciamento, o parlamentar disse que sai com a “consciência tranquila do dever cumprido”, mas apontou uma série de fatores políticos e internos que teriam pesado para a derrota.

Segundo ele, a chapa da União Progressista teve apenas nove candidatos. “Quatro candidatos razoavelmente bons e cinco extremamente fracos”, afirmou. Com isso, a legenda somou menos de 120 mil votos e só conseguiu eleger dois deputados, reduzindo a bancada de quatro para dois. No sistema proporcional, mesmo com quase 19 mil votos individuais, o candidato depende do desempenho total da chapa para atingir o quociente eleitoral.

O ponto mais duro do discurso foi a acusação ao ex-governador e senador eleito Mauro Mendes. Para Júlio, Mauro Mendes teria atuado para “esvaziar o partido”, retirando quatro candidaturas fortes da legenda e filiando-os em outras siglas. Ele citou nominalmente o ex-secretário Alan Porto, Gilberto Figueiredo e Wagner Hermes.

Júlio afirmou que não teve palanque majoritário e que foi o único deputado da federação União Brasil/União Progressista cortado pela direção partidária na distribuição do fundo eleitoral. “Fiz a minha campanha humildemente com os recursos disponíveis por mim, pela minha família e pelos meus amigos”, disse.

Por fim, acusou o Mauro Mendes de ter feito, segundo ele, “um investimento financeiro muito grande em outros candidatos para ir justamente aonde eu tinha voto, tomar os meus votos”. Ao encerrar, Júlio Campos evitou um tom de ruptura e parabenizou os reeleitos. “Isso faz parte do jogo democrático. Não adianta lamentar o leite derramado”, declarou.

 

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