Candidato ao governo de Mato Grosso pelo AGIR, o Sargento Laudicério reagiu com dureza à exclusão dos partidos menores do debate realizado pela Centro América FM e pelo portal Primeira Página na última segunda-feira (18), que contou apenas com Dra. Natasha (PSD), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).
Para Laudicério, que ficou de fora da transmissão ao vivo no auditório da emissora, o critério adotado pela organização fere o princípio democrático e prejudica diretamente o eleitor que quer conhecer todas as propostas. A emissora alegou ter seguido a regra do TSE que exige representação mínima de quatro deputados federais eleitos na legislatura passada.
“Totalmente prejudicial. Eles colocaram como regra que, segundo o TSE, teria que seguir a regra do TSE, que tem que ter quatro deputados federais eleitos na gestão passada. Isso demonstra uma desproporcionalidade, por quê? Porque aquela eleição acabou. Nós estamos num novo pleito, onde todos os candidatos que passaram na convenção têm que ser conhecidos pela sociedade”, afirmou o candidato do AGIR em entrevista.
Na avaliação do sargento, a regra cria uma disputa desleal e privilegia quem já tem estrutura. “Isso demonstra que eles incentivam simplesmente quem tem recurso, quem tem estrutura, grandes estruturas. Isso é uma forma desleal para a nossa população mato-grossense”, criticou.
Laudicério disse ainda que a tentativa de blindar os candidatos com maior tempo de TV e estrutura não se sustenta mais diante do alcance da internet e da imprensa independente. Ele citou como exemplo a própria avó, de 95 anos, para rebater a ideia de que o eleitor não teria acesso aos demais nomes.
“Graças a Deus estamos aí junto com os senhores que estão na imprensa, que estão fazendo cobertura e mostrando a realidade. Quem tem hoje na nossa sociedade esse aparelho alcança a todos. Eu falo isso porque minha avó tem 95 anos. A semana passada eu disse a ela: ‘Vó, eu sou candidato a governador’. Ela falou: ‘Eu sei, meu filho’. ‘Como que a senhora sabe, vó?’ ‘Eu vi no celular’. Então não tem essa. Por mais que eles queiram proteger, diferenciar as pessoas, os candidatos deveriam ser tratados de forma igual”, declarou.
Ao ser questionado sobre a informação de que a equipe de Wellington Fagundes teria atuado para impedir a presença dos outros concorrentes no debate, Laudicério afirmou desconhecer os bastidores, mas classificou a possível manobra como imoral e um sinal de caráter que o eleitor deve avaliar.
“Seria algo totalmente imoral, uma vez que nós estamos num espaço democrático. Isso já demonstra que a pessoa possui esse caráter mesmo. Então já é algo duvidoso que nós poderíamos, como eleitores, analisar se isso é de fato verdade e assim compreender o que vem no futuro próximo, se caso uma pessoa dessa viesse a ser eleita”, concluiu.