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ELEIÇÕES 2026

Pivetta acusa WF de tentar vencer eleição no “tapetão”

Governador e candidato à reeleição afirma confiar na Justiça Eleitoral

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O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), reagiu ao pedido de impugnação de seu registro de candidatura apresentado pela coligação encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL). Segundo informações divulgadas pelo site MidiaNews, Pivetta acusou o adversário de tentar facilitar a disputa eleitoral por meio de uma estratégia jurídica.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (20), antes de um evento da Aprosoja-MT, em que os candidatos ao Governo apresentam propostas para o setor do agronegócio.

“É uma forma de ficar mais fácil a eleição, ganhar no tapetão. Eu já vi esse filme”, afirmou Pivetta, ao comentar a ação.

O governador também declarou confiar na população e disse acreditar que os eleitores saberão escolher os próximos governantes do Estado.

“Tem político que nunca fez gestão de nada e que se diz capacitado para comandar o Estado. Então, a única maneira dessas pessoas chegarem ao Governo é através do tapetão, porque o povo vai saber votar”, declarou.

O pedido de impugnação sustenta que Pivetta estaria inelegível em razão de decisões relacionadas a um convênio firmado durante o período em que ele foi prefeito de Lucas do Rio Verde. O caso envolve a aquisição de uma ambulância e decisões do Tribunal de Contas da União (TCU).

A coligação No Coração da Gente, ligada à candidatura de Wellington Fagundes, argumenta que a situação poderia impedir a candidatura de Pivetta após a 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) restabelecer os efeitos de acórdãos do TCU.

O caso  não é novo. Pivetta já havia enfrentado questionamentos semelhantes nas eleições municipais de 2016, quando teve o registro inicialmente negado. Posteriormente, conseguiu uma liminar com efeito suspensivo e disputou as eleições de 2018 e 2022 como candidato a vice-governador.

Pivetta evitou entrar em detalhes jurídicos sobre a ação e afirmou que a questão deve ser tratada por seus advogados e pela Justiça Eleitoral.

A defesa do governador sustenta que demonstrará no processo que o caso não envolve dolo e, portanto, não haveria fundamento para a imposição de inelegibilidade.

“Isso não é comigo. A gente procura evitar ao máximo, mas tem direito eleitoral, Justiça Eleitoral e os advogados para isso”, afirmou Pivetta.

Pivetta, por sua vez, afirmou estar confiante no andamento do processo e na Justiça Eleitoral.“Confio muito na Justiça Eleitoral também. Nós estamos em um bom caminho”, concluiu.

 

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