Reativação da Agência de Desenvolvimento Metropolitano do Vale do Rio Cuiabá, anunciada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) em entrevista ao Jornal do Meio Dia nesta quinta-feira (25), ainda não possui estudos ou planos de funcionamento definido, apesar de ser apontada como o órgão responsável por gerenciar a operação do BRT na região metropolitana de Cuiabá.
O governador afirmou que a estrutura será criada para administrar o sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande, mas admitiu que a formatação da agência ainda está em fase inicial.Mesmo assim, garantiu que as faixas exclusivas do BRT serão concluídas até a próxima semana e que os veículos começarão a operar até o fim deste ano. O chefe do Palácio Paiaguás afirmou que ainda não definiu quem ficará à frente da futura agência metropolitana. A Secretaria de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) foi procurada pela reportagem, mas não retornou para dar detalhes do anúncio.
“Teremos a linha de ônibus do BRT, que vai ser comandada por esse órgão gestor estadual. Do aeroporto até o CPA e do CPA até o aeroporto. Quando terminarmos aqui até o final do ano, a gente começa a segunda parte, que é Fernando Corrêa. Quando terminar Fernando Corrêa, que vai sair em 365 dias, começaremos a terceira etapa. No máximo um ano de obra a cada trecho que nós começar daqui para frente. Esse é o plano”, disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira (25), após a inauguração do Parque Tecnológico de Mato Grosso, em Várzea Grande.
Na mesma agenda, o governador destacou que vai intensificar investimentos para solucionar problemas históricos da cidade, especialmente no abastecimento de água, saneamento e na infraestrutura urbana. Ele voltou a prometer a construção do novo Pronto-Socorro de Várzea Grande e informou que o governo ainda avalia qual área será utilizada para a obra. A definição será anunciada nos próximos dias, quando também deverá ser assinada a ordem de serviço para o início da construção da unidade.
ATRITOS COM AL
Pivetta evitou ampliar o atrito com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Pode), após o parlamentar criticar o envio de supostos “jabutis” em projetos encaminhados pelo Executivo, que, segundo ele, reduziriam prerrogativas da Casa de Leis.
O governador afirmou que desconhece a inclusão de dispositivos estranhos às propostas, admitiu que pode ter ocorrido algum equívoco e reforçou que mantém uma boa relação com o comando do Legislativo. “Pode ter acontecido algum equívoco. Se foi, quero pedir desculpas, mas não é intencional da nossa parte. Tenho um bom relacionamento com o presidente da Assembleia, é um bom relacionamento pessoal e institucional também. Essas coisas pequenas do dia a dia a gente vai passando por cima. O que importa são os resultados”.
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