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CASO THIAGO RUIZ

Júri de investigador acusado de matar PM chega ao 3º dia com troca de farpas

Publicado em

TJ-MT

 

O Tribunal do Júri do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, entra nesta quinta-feira (14) no seu terceiro dia de julgamento no Fórum de Cuiabá. Até o momento, sete das oito testemunhas inicialmente arroladas pela acusação e pela defesa já foram ouvidas. O Ministério Público solicitou a oitiva de uma nova testemunha, que foi intimada e deve depor ainda hoje, e após as oitivas o réu poderá ser interrogado antes do início da fase de debates entre as partes.

Na terça-feira (12), prestaram depoimento a ex-convivente da vítima, Walkuíria Filipaldi Corrêa; o delegado plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia do crime, André Eduardo Ribeiro; e duas pessoas que estavam presentes no local do homicídio, Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva e Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior. Já na quarta-feira (13), foi a vez dos delegados da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno, que era superior hierárquico do réu à época dos fatos, Guilherme Bertoli, André Monteiro e Guilherme Facinelli.

O julgamento tem sido marcado por troca de farpas entre o promotor de acusação Vinicius Gahyva Martins e o advogado de defesa Cláudio Dalledone. Durante o depoimento do delegado Guilherme Bertoli, que foi acionado diretamente por Mário Wilson após o crime e se tornou a primeira autoridade policial a chegar ao local, as interrupções e ironias se intensificaram. Em determinado momento, Dalledone mencionou uma loja chamada “vem que tem” em Curitiba, sua cidade natal, ao que Gahyva perguntou se o estabelecimento não seria um “sex shop”. O defensor rebateu questionando se o promotor o seguia nas redes sociais, e a troca de alfinetadas prosseguiu com referências ao “Show da Xuxa” – quando Dalledone chamou o promotor de Xuxa e Gahyva respondeu que “o show da Xuxa quem está dando aqui é você” – e à expressão “soltar a franga”. Na sequência, Dalledone afirmou que compraria “botas brancas” para o promotor.

A defesa sustenta que Mário Wilson agiu no exercício legítimo da função policial ao tentar conter Thiago Ruiz, que estaria exibindo uma arma em estado alterado e com sinais de uso de cocaína, argumentando que o réu reagiu no limite entre conter a possível ameaça e perder o controle da própria vida durante uma intensa luta corporal antes dos disparos. Já a acusação, com base na denúncia do Ministério Público, aponta homicídio com as qualificadoras de motivo fútil e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O crime ocorreu na madrugada de 28 de abril de 2023, na conveniência de um posto de combustíveis próximo à Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Imagens de câmeras de segurança mostraram os envolvidos conversando antes do confronto, e segundo o inquérito, após Thiago levantar a camisa para mostrar uma cicatriz – momento em que também teria exibido a arma que portava na cintura –, o investigador tomou o revólver e efetuou os disparos. O policial militar morreu no local. O julgamento é conduzido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Quarta Vara Criminal da Capital, com acusação do promotor Vinícius Gahyva Martins, assistência de acusação do advogado Rodrigo Pouso e defesa pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto.

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