
Fabiana Amorim, de 37 anos, foi assassinada a facadas na madrugada desta quinta-feira (11) pelo próprio namorado, Rodrigo Albring, de 31 anos, na cidade de Cotriguaçu, a 954 km de Cuiabá. O caso foi registrado como o 52º feminicídio em Mato Grosso apenas em 2025.
De acordo com informações da Polícia Militar, o casal, que convivia há cerca de um mês, discutiu no momento que antecedeu o crime. Rodrigo confessou aos policiais que Fabiana desferiu dois tapas em seu rosto durante a briga, motivação que ele alegou para o assassinato.
A brutalidade do feminicídio foi ainda mais chocante pelos detalhes revelados. O crime foi cometido na frente de uma criança, que foi encontrada dormindo ao lado do corpo de Fabiana quando a PM chegou ao local. Além disso, após cometer o crime, Rodrigo Albring registrou um vídeo da vítima morta e o enviou para sua ex-companheira, residente em Juína.
Nas imagens, ele proferiu ameaças: “Desgraçada, olha aí o que eu faço com você. Não fica duvidando da cara do homem não”. Foi a ex-mulher do suspeito quem, ao receber o vídeo, imediatamente acionou a Polícia Militar e denunciou o ocorrido.
Com a denúncia, as equipes policiais iniciaram uma busca e, em cerca de uma hora, localizaram o suspeito. Rodrigo Albring foi preso em uma balsa no município vizinho de Juruena, no exato momento em que tentava atravessar o rio para fugir da região.
Durante a investigação, constatou-se que o acusado possui um extenso histórico criminal. Entre as passagens pela polícia estão os crimes de estupro de vulnerável – contra uma criança de 11 anos –, uso de entorpecentes, ameaça e resistência à prisão.
A relação entre Fabiana e Rodrigo havia começado por um aplicativo de mensagens, enquanto ele trabalhava em Rondônia. Segundo o relato do próprio acusado à PM, foi a vítima quem pagou sua passagem para que ele viesse a Mato Grosso, passando a morar em sua casa.
O suspeito foi encaminhado à carceragem e aguarda os procedimentos legais. O corpo de Fabiana Amorim foi removido e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). O caso será investigado como feminicídio, crime previsto no Código Penal como homicídio qualificado por violência doméstica e familiar e/ou menosprezo por condição de sexo feminino.
Veja vídeo: