A inteligência artificial (IA) está sendo usada para transformar a pecuária em Mato Grosso, especialmente na seleção de animais da raça Nelore — a base do rebanho nacional. Esse foi o assunto da entrevista concedida nesta quarta-feira (10) à rádio Capital FM pelo médico veterinário Feliciano Benedetti de Freitas. Durante a conversa, Benedetti explicou como a IA, aliada à ultrassonografia de carcaça, está permitindo identificar animais com características superiores de fertilidade e qualidade de carne.
Segundo o especialista, a pesquisa faz parte de sua tese de doutorado e tem dois grandes focos: a precocidade sexual das novilhas e a qualidade da carne. Utilizando ultrassonografia de carcaça, a mesma tecnologia de imagem usada em medicina humana, é possível avaliar em vida a estrutura muscular, a espessura de gordura e o marmoreio da carne — fatores diretamente ligados à maciez, suculência e sabor.
O veterinário defende que essa seleção por ultrassonografia permite o surgimento de uma “carne gourmetizada”, que pode ser vendida de forma diferenciada pelos frigoríficos — muitas vezes em boutiques de carne, onde o consumidor já encontra produtos com maior marmoreio e acabamento.
“Essa carne não é necessariamente mais cara. Ela é mais valorizada porque entrega sabor e maciez. Você pode até errar o ponto, que ela continua gostosa. É uma carne de presente”, brincou Benedetti durante a entrevista.
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