Uma menina de 2 anos de idade morreu, na tarde deste sábado (18.03), após após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sinop em estado grave de saúde. A criança precisava ser encaminhada para uma UTI pediátrica, atendimento não oferecido na unidade, e morreu depois de uma hora à espera do leito.
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Ao ser admitida na UPA 24h, a vítima apresentou quadro clínico bastante grave e na primeira avaliação foi indicado a necessidade de uma UTI pediátria de urgência.
A Prefeitura de Sinop afirmou, por meio de nota, que as unidades de pronto atendimento não possuem alta complexidade e procurou um hospital de referência estadual para realizar a trasnferência da criança. Contudo os atendimentos de leitos pediátricos para Sinop deveria ter iniciado no dia 7 de fevereiro deste ano, mas não foi implantado.
Durante a espera, de aproximadamente uma hora, o sistema de regulação intentificou disponibilidade em Cáceres. O município afirmou que a paciente “recebeu todos os cuidados semi-intensivos da equipe multiprofissional que compõe o quadro clínico da UPA de Sinop”, no entanto com o quadro clínico bastante agravado e evoluindo rapidamente, a criança não resistiu e morreu na unidade de saúde.
Em nota, a Prefeitura afirmou que antes de sábado, não houve nenhum registro de consultas ou atendimento médico. A causa da morte não foi divulgada.
Caso Manu
Este é o segundo caso de morte de criança na UPA de Sinop em dez dias. Manuella Tecchio Bronstrup, de 3 anos, morreu no dia 8 de março após receber atendimento médico, ser liberada e ao retornar ser diagnosticada com pneumonia.
No dia 6 de março, Manu foi até a UPA 24h com sintomas de uma tosse seca, recebeu atendimento e a médica teria pedido exames de sangue e urina. Após os exames, a criança recebeu receita para um xarope para tratar de uma tosse alérgica.
Sem melhoras, no dia 7 de março, a criança novamente foi para a UPA. A família relata que Manu entrou falando e brincando, recebeu atendimento médico e dessa vez no pedido do exame do raio-x foi constatado que os dois lados do pulmão da criança foram comprometidos.
Manu tomou soro e oxigênio, no entanto a equipe médica teria levado a garota para iniciar um procedimento, que a família relata não saber do que se tratava e em seguida receberam a notícia do óbito da criança. Segundo os familiares, Manu teria tido quatro paradas cardíaca e na quinta não resistiu e morreu na madrugada do dia 8.
O jornalista Wésllen Tecchio e tio da menina criticou o atendimento da UPA de Sinop alegando negligência da equipe de Saúde e ainda denunciou irregularidades na unidade.
O caso de Manuella provocou mobilização da sociedade e parlamentares da Câmara Municipal juntaram documentos para denunciar casos de corrupção da UPA de Sinop. O Ministério Público Estadual já recebeu as denúncias e deve instaurar inquérito para investigar o caso.