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CASO MANU

Pai de criança que morreu em UPA pede afastamento na Saúde

Lucas Pootz cobra explicações sobre morte da filha Manuella Tecchio, de 3 anos

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“Sou pai quero saber o que fizeram com a minha filha”, dizia cartaz segurado por Lucas Pootz, pai de Manuella Tecchio, de 3 anos, que morreu após receber atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Sinop. Nessa segunda-feira (13.03), durante sessão na Câmara Municipal, ele se dirigiu aos vereadores na tribuna para cobrar explicações sobre a morte da filha e pedir para que os parlamentares atuem com pedido de afastamento da secretaria de Saúde, Daniela Galhardo.

“Quero ver quem vai vir junto comigo? Afastamento de todos os responsáveis pela morte da minha filha. Eu quero afastamento urgente de todos os responsáveis pela morte da minha filha”, bradou o Lucas. Durante a sessão, ao menos, três parlamentares se manifestaram a respeito da morte de Manu, expondo irregularidades, entre outros casos que resultaram em morte na UPA de Sinop.

Mário Sugizaki (Podemos) citou um suposto descumprimento de contrato firmado entre a Prefeitura de Sinop e o Instituto de Gestão de Políticas Públicas (IGPP), organização que atua como gestora da UPA e outras unidades de saúde em Sinop. “Nenhuma dessas UBS’s têm todos os servidores do que está estabelecido no contrato, falta técnico em todas as unidades, falta dentista e auxiliar de dentista”, apontou o parlamentar.

Investigações 

Denúncias contra a UPA de Sinop são alvos do Ministério Público Estadual (MPE). Desde 2018,  dois inquéritos civis foram abertos e uma ação civil pública foi instaurada. Nessa segunda-feira (13.03), o MPE confirmou que a denúncia do caso de Manuella Tecchio também chegou à Promotoria de Sinop por meio da ouvidoria.

A primeira denúncia de 2018 apontava quantidades e condições inadequadas de equipamentos, medicamentos e insumos na UPA de Sinop, além da falta de salas de isolamento e baixo número de médicos e colaborares. No segundo inquérito, aberto em 2019, foi denunciado a superlotação na unidade.

Já em 2022, a ação civil pública do MPE pedia a condenação da Prefeitura de Sinop para a adequação do prédio da UPA às normas de acessibilidade e prevenção contra incêndio.

Afastamento

No domingo (12.03), a Prefeitura de Sinop anunciou o afastamento imediato da médica responsável pelo atendimento realizado à Manuella, que foi liberada com o diagnóstico de tosse alérgica.

Uma sindicância também foi aberta para apurar as responsabilidades no atendimento. A secretária de Saúde, Daniela Galhardo, informou que toda suspeita precisa ser apurada. “Nós não podemos fazer julgamentos precipitados, mas precisamos apurar como foi realizado o atendimento. Por isso, determinamos a abertura da investigação, que culminou com o afastamento da profissional”.

De acordo com o município, Manuella deu entrada na UPA, no dia 6 de março, tendo sido liberada para tratar de uma tosse seca após ter realizado exame de sangue e urina. No dia seguinte, voltou até à unidade e deu entrada na unidade com queixa de deficiência respiratória, tendo, em poucas horas, um agravamento do seu quadro clínico.

A direção da unidade afirmou que todos os protocolos médicos foram aplicados, no entanto, na madrugada do dia 8 de março, a paciente morreu. A identidade da profissional não foi divulgada.

Caso Manu

Manuella Tecchio Bronstrup, de 3 anos e 8 meses, deu entrada na UPA de Sinop na segunda-feira (06.03) com sintomas de uma tosse seca, recebeu atendimento e a médica teria pedido exames de sangue e urina. Após os exames, a criança recebeu receita para um xarope para tratar de uma tosse alérgica. No dia seguinte, a criança não teve melhoras e novamente foi para a UPA.
A família relata que ela entrou falando e brincando, recebeu atendimento médico e dessa vez no pedido do exame do raio-x foi constatado que os dois lados do pulmão da criança foram comprometidos. Manu tomou soro e oxigênio, no entanto a equipe médica teria levado a garota para iniciar um procedimento, que a família relata não saber do que se tratava e em seguida receberam a notícia do óbito da criança.  Segundo os familiares, Manu teria tido quatro paradas cardíaca e na quinta não resistiu e morreu

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