
O senador Jayme Campos afirmou que não pretende recuar da pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso e usou um discurso de firmeza para justificar sua decisão. Ao revelar que voltou a ser convidado pelo ex-governador Mauro Mendes para disputar uma vaga ao Senado, o parlamentar disse que não pode abandonar o grupo político que o incentiva a entrar na disputa pelo Executivo estadual.
“Tenho um exército de gente me apoiando. Jamais poderia trair essas pessoas”, declarou durante entrevista.
Segundo Jayme, a conversa com Mauro Mendes ocorreu recentemente e incluiu um novo convite para que ele deixasse a corrida ao Governo. De acordo com o senador, o ex-governador informou que a vaga para o Senado continuava reservada, mas a proposta foi recusada.
“Ele me convidou novamente para voltar atrás e ser candidato ao Senado. Eu disse que não havia chance, porque meu nome já está colocado como pré-candidato ao Governo”, afirmou.
Apesar de manter a candidatura, Jayme fez questão de afirmar que o diálogo político permanece aberto.
“Sempre estive e sempre estarei aberto ao entendimento. Não tenho dificuldade para conversar com nenhum partido e com nenhuma pessoa em Mato Grosso.”
Durante a entrevista, o senador também confirmou que a convenção partidária foi antecipada para o dia 30, das 15h às 18h. Segundo ele, um novo edital será publicado para oficializar a alteração da data.
A convenção reunirá cerca de 50 delegados e membros do diretório, que serão responsáveis pela escolha dos candidatos do partido aos cargos de deputado estadual, deputado federal, senador e governador.
Jayme demonstrou confiança no resultado da votação interna e afirmou que já contabiliza apoio suficiente para vencer. “Eu tenho minha conta de que vou ter 35 votos.”
Questionado sobre a possibilidade de haver pressão ou tentativa de mudar o voto dos convencionais, o senador disse confiar na fidelidade dos integrantes do partido.
“Espero que as pessoas que são membros do partido não vão se vender. São pessoas honestas e tenho certeza de que o próprio Mauro Mendes não vai agir dessa forma.”
Jayme também justificou a antecipação da convenção ao criticar o horário inicialmente previsto para o encontro partidário.
“É uma questão de bom senso. Como fazer uma convenção começando às 17 horas? Os candidatos têm o direito de falar sobre suas candidaturas.”