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CPI DOS CONSIGNADOS

Operação da PF fortalece articulação para CPI dos Consignados na Assembleia

Presidente da ALMT afirma que investigação federal muda cenário político e reforça pedido de criação da comissão; Júlio Campos diz que assina requerimento assim que for procurado.

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A deflagração da Operação Fugazi, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (15), fortaleceu a articulação para a criação da CPI dos Consignados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A avaliação é do presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), que afirmou que a investigação federal muda o cenário e dá mais força ao requerimento que pretende apurar supostas fraudes em empréstimos consignados envolvendo servidores públicos estaduais.

Segundo Russi, antes da operação havia dúvidas sobre a viabilidade da comissão em razão do período eleitoral. Agora, ele entende que o contexto é diferente.

“Em havendo uma operação da Polícia Federal e havendo agentes públicos envolvidos no Estado de Mato Grosso, com certeza fortalece muito o debate. A Assembleia, que já tem seis ou sete assinaturas, deve encaminhar, sim, para o processo de CPI”, afirmou.

O requerimento já reúne seis assinaturas, mas ainda precisa alcançar o mínimo de nove parlamentares para que a Comissão Parlamentar de Inquérito seja oficialmente instalada.

A CPI pretende investigar denúncias de descontos considerados irregulares em contracheques de servidores públicos, aposentados e pensionistas, além da atuação de instituições financeiras, empresas intermediadoras e possíveis falhas na fiscalização dos contratos de crédito consignado.

Outro parlamentar que sinalizou apoio à comissão foi o deputado estadual Júlio Campos (União). Ele afirmou que nunca se recusou a assinar pedidos de CPI e garantiu que apoiará a iniciativa assim que for procurado.

“Se eu for procurado, eu assino na hora. Eu nunca neguei assinar CPI. Agora é concreto. A Polícia Federal já está envolvida, com ordem do Ministério Público e da Justiça Federal. A Assembleia tem que ter posição definida”, declarou.

Júlio Campos também afirmou que as investigações podem alcançar pessoas com posições de comando no esquema.“Com certeza vai chegar. Não é funcionário pequeno que faz isso. Tem que ter cabeça, tem que ter chefe, tem que ter autoridade”, disse.

Operação Fugazi

A Operação Fugazi foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um grupo econômico suspeito de lesar servidores públicos, aposentados e pensionistas de Mato Grosso por meio de contratos de cartão de crédito consignado que, segundo as investigações, funcionavam como empréstimos consignados com juros elevados e mecanismos que dificultavam a quitação das dívidas.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, além do bloqueio de bens dos investigados.

Com o avanço das investigações, a expectativa na Assembleia Legislativa é que novos deputados passem a apoiar o requerimento, permitindo a instalação da CPI para aprofundar as apurações sobre o caso.

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