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ELEIÇÕES 2026

“Não subo no palanque do MDB”, dispara Abílio contra a sigla

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Foi com uma declaração curta, direta e carregada de simbolismo político que o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, deu o tom definitivo para a crise que agora expõe do Partido Liberal em Mato Grosso. “Ficamos no PL. Não vou apoiar o MDB! Nenhum candidato do MDB! Não subo no palanque onde o MDB estiver”, disparou o chefe do Executivo municipal, em um post que rapidamente se espalhou pelos grupos políticos e redes sociais, transformando-se em um verdadeiro divisor de águas na relação entre a legenda e seus principais quadros no estado.

A frase, que soa como um ultimato, foi a gota d’água em um processo de desgaste que vinha sendo costurado nos bastidores desde que a direção nacional do PL anunciou a aliança com o MDB para as eleições em Mato Grosso. Inconformados com o que classificam como uma “traição” aos princípios que sustentam o bolsonarismo no estado, Abilio Brunini, o deputado federal José Medeiros e o empresário Odílio Balbinotti viajaram a Brasília para cobrar explicações da cúpula do partido. O encontro, registrado em imagens ao lado do senador Flávio Bolsonaro, não deixou margem para dúvidas: o grupo não apenas rejeita a coligação com os emedebistas, como já se prepara para uma ruptura pública.

No post, o prefeito de Cuiabá não se limitou a criticar o acordo. Ele foi além e deixou claro quais são os nomes que contam com seu apoio irrestrito. “Em Mato Grosso meu apoio é Flávio Bolsonaro presidente, José Medeiros senador, e nossos federais e estaduais, em especial a Samantha Iris, minha deputada estadual”, afirmou Brunini, fazendo questão de não mencionar a candidata do MDB, Janaina Riva, nem mesmo o senador Wellington Fagundes, que integra o PL mas está diretamente ligado à aliança rejeitada. O silêncio sobre esses nomes, em um vídeo gravado estrategicamente ao lado de um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, soou como um recado claro e articulado à cúpula nacional.

Por fim, o prefeito de Cuiabá não dá sinais de recuo. Pelo contrário, sua frase – “Não subo no palanque onde o MDB estiver” – já se tornou um grito de guerra para os bolsonaristas inconformados e um ponto final qualquer tentativa de conciliação.

 

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